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Em entrevista coletiva concedida nesta sexta-feira, antes do crucial confronto contra a Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo, o lateral-esquerdo Douglas Santos detalhou o estilo de jogo que ele carinhosamente descreve como “feijão com arroz bem temperado”. O jogador, que se firmou como titular sob o comando de Carlo Ancelotti, enfatizou a importância de sua abordagem consistente para o sucesso da Seleção Brasileira na competição, prometendo manter a mesma dedicação em campo.
Apesar de uma medalha de ouro olímpica com a Seleção em 2016, Douglas Santos chegou a esta Copa do Mundo como uma surpresa para muitos torcedores. No entanto, nove anos após sua primeira convocação, o lateral-esquerdo não só retornou ao grupo, mas conquistou a confiança de Carlo Ancelotti e consolidou sua posição como titular nesta campanha.
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O desafio norueguês e a marcação de Haaland
O próximo adversário da Seleção Brasileira, a Noruega, representa um desafio significativo nas oitavas de final, especialmente pela presença de Erling Haaland. O atacante norueguês é reconhecido mundialmente como um dos mais perigosos, liderando uma equipe notavelmente forte fisicamente. Douglas Santos, que atuará no setor defensivo ao lado de Gabriel Magalhães, confirmou que a preparação para neutralizar o centroavante já está em andamento, ciente do peso do confronto.
Contudo, Douglas fez questão de ressaltar que a Noruega não se resume apenas a Haaland. "É uma equipe com estatura muito alta, mas que tem feito muitos gols jogando de forma mais coletiva. É uma seleção muito qualificada também no jogo por baixo", afirmou. Ele enfatizou a necessidade de a Seleção estar preparada para todas as facetas do adversário, considerando que nas etapas finais de uma Copa do Mundo, todos os times elevam seu nível de entrega.
Tabu histórico contra a Noruega
Questionado por um jornalista norueguês sobre o histórico desfavorável do Brasil contra a Noruega — a Seleção nunca venceu a equipe europeia em confrontos entre os times principais —, Douglas Santos encarou o dado como uma fonte de motivação. Para o lateral, essa marca deve impulsionar o grupo em busca da vitória inédita.
A Seleção Brasileira chega a este embate embalada pela dramática vitória sobre o Japão, onde saiu perdendo, mas buscou o empate com Casemiro e virou nos acréscimos com Gabriel Martinelli. Douglas revelou o papel crucial de Carlo Ancelotti no intervalo daquela partida. "O Mister é um treinador que dispensa comentários. A gente sabe toda a história que ele tem, de tão vencedor que ele é", disse o lateral, destacando que a tranquilidade transmitida pelo técnico foi fundamental para restaurar a força, o ânimo e a confiança do time no segundo tempo.
Essa intervenção de Ancelotti foi decisiva para o ajuste da postura ofensiva brasileira. "A gente poderia colocar no jogo e conseguir o empate, seguir evoluindo, seguir na profundidade que estava precisando e que não tivemos no primeiro tempo", explicou Douglas. A estratégia surtiu efeito, culminando no gol de empate e, posteriormente, na virada emocionante com Gabriel Martinelli no último minuto.
Atenção à bola aérea e o equilíbrio tático
A estatura elevada da seleção norueguesa indica que a bola aérea será uma de suas principais armas. Douglas Santos, com 1,75m, reconheceu que o Brasil enfrentará um desafio considerável nas bolas paradas, especialmente contra adversários de grande porte físico. "A gente não trabalhou muito em cima disso ainda, mas são dificuldades que eu sei que vão existir", admitiu o lateral, confiante de que Carlo Ancelotti orientará as posições e estratégias para vencer esses duelos cruciais no treino seguinte.
Além disso, Douglas abordou o complexo equilíbrio entre apoio ofensivo e proteção defensiva pelo lado esquerdo, onde atua em parceria com Vini Jr. Ele destacou que a capacidade de ler o jogo será fundamental para determinar o momento certo de avançar ou manter a posição, garantindo a solidez tática da equipe.
Confiança no elenco para suprir ausência de Paquetá
A lesão de Lucas Paquetá, que o tirou do jogo contra o Japão, forçará Carlo Ancelotti a reestruturar a equipe para o confronto com a Noruega. Questionado sobre as possíveis substituições, como Gabriel Martinelli ou Danilo, Douglas Santos evitou apontar um nome específico, mas expressou total confiança na profundidade do elenco da Seleção Brasileira.
"Falando em Seleção Brasileira, para mim é um privilégio estar aqui e saber que estou com os melhores jogadores do mundo", declarou. Ele garantiu que, independentemente de quem for escolhido, seja Martinelli ou Danilo, "sei que eles vão suprir a falta do Paquetá de uma forma incrível. Sei do potencial dos dois", reforçando a qualidade e versatilidade dos atletas à disposição.
Adicionalmente, Douglas sublinhou a importância de Casemiro como um elo crucial na transmissão das ideias táticas de Ancelotti para dentro das quatro linhas, atuando como um verdadeiro líder em campo.
O retorno após nove anos e a preparação intensa
Aos 32 anos, Douglas Santos vive uma Copa do Mundo que surpreendeu muitos, marcando seu retorno à Seleção após um hiato de nove anos. O jogador reconheceu que essa volta exigiu uma preparação física e mental exaustiva. "Mesmo com 32 anos, com bagagem e experiência, estamos falando de Seleção Brasileira. É uma responsabilidade incrível, mas eu estava esperando para viver essa responsabilidade", explicou, destacando o esforço dedicado a este momento.
Ele ainda comparou a intensidade e o nível de exigência da Copa com a realidade competitiva que vivencia em seu clube, o Zenit, ressaltando a diferença e o preparo necessário para ambos os cenários.
A busca por motivação interna
Ao abordar a questão da motivação, Douglas Santos revelou que, diferentemente de momentos históricos anteriores da Seleção, como em 2002, o grupo atual tem priorizado uma força motriz interna. "A gente não tem visto muitos vídeos desse tipo. Temos nos motivado bastante mesmo, sendo bem intencionais, conversando entre a gente, de que a motivação tem que ser mais interna do que externa", declarou.
Para o lateral, a origem e a trajetória de cada jogador desempenham um papel crucial nessa jornada. "Esse fator que a gente traz é algo até da nossa infância, mostrando de onde a gente veio e onde a gente está", concluiu Douglas, enfatizando como essa motivação intrínseca, cultivada desde a infância, tem impulsionado o desempenho nos treinos e nos jogos.
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