Áfricas - A NOSSA agência de noticia preta

Aguarde, carregando...

Segunda-feira, 09 de Fevereiro 2026

Notícias/ANCESTRALIDADE

Intolerância Ou Racismo? A Raiz Do Preconceito Religioso No Brasil

O ataque às religiões de matriz africana no Brasil não é apenas intolerância religiosa, mas uma forma de racismo que usa a fé como ferramenta de dominação

Intolerância Ou Racismo? A Raiz Do Preconceito Religioso No Brasil
Credito Divulgação
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Intolerância Religiosa Ou Racismo Religioso? Entenda A Raiz Do Problema No Brasil

No Brasil, a intolerância religiosa contra as religiões de matriz africana, como o Candomblé e a Umbanda, está profundamente ligada ao racismo. Frases como "chuta que é macumba" não são inofensivas; elas são manifestações de um problema maior, que atinge essas religiões de forma desproporcional. Segundo o sociólogo Vagner Gonçalves da Silva, a perseguição a essas religiões, que representam uma pequena parcela da população, não faria sentido a não ser que o objetivo real fosse o combate à cultura religiosa de origem africana.

Essa perseguição, de fato, é uma estratégia de poder, especialmente por parte de grupos neopentecostais. Há uma competição por legitimidade entre as experiências de transe, onde a incorporação com orixás e entidades nas religiões afro-brasileiras é combatida pela hegemonia histórica do cristianismo, que a interpreta como demoníaca. Essa interpretação serve de justificativa para o preconceito.

A Diferença Entre Intolerância E Racismo Religioso

É fundamental compreender a distinção entre os dois termos para combater o problema de forma eficaz. Enquanto a intolerância religiosa se manifesta como discriminação contra uma pessoa por sua crença — como um indivíduo branco que pratica Candomblé —, o racismo religioso ataca a estrutura do problema, desqualificando a fé e a cultura de povos africanos e ligando-as à cor da pele. O racismo religioso, portanto, usa a religião como uma de suas ferramentas para dominar e deslegitimar o sagrado alheio.

Publicidade

Leia Também:

O ponto central é que os ataques às religiões de matriz africana não são um fenômeno isolado, mas uma faceta do racismo estrutural. O combate a essa discriminação exige não apenas a defesa da liberdade de crença, mas a desconstrução das estruturas racistas que persistem na sociedade brasileira.

Bi&Ro Assessoria de Imprensa

Publicado por:

Bi&Ro Assessoria de Imprensa

Saiba Mais

Quer divulgar sua pauta ou negócio?

Crie sua conta e divulgue suas pautas, artigos e seu negócio. Ganhe visibilidade e centralize sua comunicação de forma eficiente
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR