Espaço para comunicar erros nesta postagem
O trabalho das marisqueiras capixabas - mulheres negras que sustentam comunidades inteiras com suas mãos, saberes tradicionais e resistência - é o centro pulsante do média-metragem “Impacta Oceano: Mangue é Vida”, nova produção da Bloom Ocean que estreia em 12 de dezembro, em Vitória (ES). Filmado no maior manguezal urbano do Brasil, o documentário revela a força cultural, social e ecológica desse território vivo que molda identidades e garante a segurança alimentar de milhares de famílias.
A obra destaca como os manguezais do Espírito Santo, berços de biodiversidade e filtros naturais das águas, também são espaços de trabalho, afeto e sobrevivência para gerações de marisqueiras. São elas que, diariamente, enfrentam lama, maré, sol e invisibilização para coletar mariscos e sustentar suas casas, mantendo viva uma atividade tradicional fundamental para o equilíbrio climático e a economia costeira.
No filme, as histórias de Cíntia do Nascimento Siqueira Campos e Rosineia Pereira Vieira, lideranças da APAPS, mostram como esse trabalho é indissociável da preservação ambiental e da luta por dignidade. O documentário evidencia ainda iniciativas de inovação que nascem do próprio território, como a transformação das cascas de mariscos em pó agrícola, processo que amplia a renda das trabalhadoras e fortalece um ciclo sustentável entre mangue, comunidade e agricultura.
Entre ciência, ancestralidade e tecnologia social, “Mangue é Vida” apresenta um retrato potente das pessoas que mantêm o manguezal vivo: marisqueiras, pescadores artesanais e coletivos que resistem para que o mangue continue sendo território de abundância, pertencimento e futuro.
A produção é uma realização da Bloom Ocean, com apoio do Ministério da Cultura e patrocínio do BANDES via Lei de Incentivo à Cultura.
Estreia: 12/12, às 18h, no HUBES+ (Vitória – ES)
Entrada gratuita
Nossas notícias
no celular