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Na noite desta quinta-feira, 2 de abril de 2026, às 19h30, a Coluna IPEAFRO realiza mais um encontro de grande relevância pública, desta vez dedicado ao tema “Masculinidades Negras”. A atividade reúne pesquisador e professores que vêm contribuindo, de diferentes campos, para o aprofundamento do debate sobre as experiências de homens negros no Brasil contemporâneo.
Mais do que uma discussão conceitual, o encontro parte de uma pergunta fundamental: o que significa ser homem negro em uma sociedade marcada pelo racismo?
A reflexão proposta reconhece que as masculinidades negras não são homogêneas nem podem ser compreendidas fora das condições históricas e sociais que as constituem. Ao contrário, são atravessadas por processos complexos que envolvem desigualdade racial, classe social, expectativas normativas sobre o masculino e disputas em torno das formas de existir, sentir e se expressar.
Nesse sentido, o debate desloca a ideia de masculinidade como algo fixo, abrindo espaço para uma compreensão plural, que considera as diferentes trajetórias, experiências e contextos vividos por homens negros. Ao mesmo tempo, evidencia os efeitos do racismo na produção de estereótipos que, historicamente, associam esses homens à violência, à hipersexualização ou à desumanização — mecanismos que operam tanto no campo simbólico quanto nas práticas institucionais.
Participam do encontro Julio Menezes Silva, jornalista e pesquisador ligado ao IPEAFRO; Henrique Restier, sociólogo com produção consolidada sobre masculinidades negras; e Rolf Malungo, antropólogo que também se dedica à análise das construções do masculino em contextos racializados. As diferentes contribuições articulam teoria, pesquisa e experiência, ampliando o campo de reflexão.
A programação inclui ainda a performance artística de MilSoul Santos, que, por meio da palavra e da criação poética, tensiona e traduz dimensões afetivas e políticas das experiências negras, contribuindo para ampliar as formas de elaboração do tema.
Ao propor esse diálogo, a Coluna IPEAFRO reafirma a importância de enfrentar o racismo também nos modos como ele estrutura subjetividades, relações sociais e expectativas sobre os corpos negros. Falar de masculinidades negras, nesse contexto, é disputar narrativas, reconstruir referências e afirmar outras possibilidades de existência.
Como forma de ampliar o alcance do debate e incentivar a participação do público, serão sorteados dois exemplares do livro “Sobre Homens e Negros: Masculinidades, Estereótipos e Subversões”. Para participar, é necessário interagir pelo Instagram, no perfil @Ipeafro, compartilhando o evento nos stories, seguindo os perfis indicados e marcando outras pessoas — fortalecendo, assim, a circulação dessa reflexão em rede.
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