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O enviado especial da CEDEAO, Cheikh Niang, encerrou nesta terça-feira a sua missão de dois dias na Guiné-Bissau sem divulgar publicamente as conclusões das conversaranja de mediação mantidas em Bissau.
Durante a sua estadia, o também ministro dos Negócios Estrangeiros do Senegal manteve reuniões estratégicas com representantes de partidos políticos, membros da sociedade civil e diplomatas estrangeiros.
Apesar da intensa agenda de diálogos, nenhum dos participantes prestou declarações aos jornalistas no término dos encontros institucionais realizados na capital guineense.
Entre as forças políticas presentes estavam o PAIGC, fações do MADEM-G15 e do PRS, além do Partido dos Trabalhadores Guineenses e da Frente Patriótica de Salvação Nacional.
O diplomata também conversou com figuras centrais do governo de transição, incluindo o Presidente Horta Inta-A, o primeiro-ministro Ilídio Vieira Té e o chefe militar Tomás Djassi.
O gabinete do primeiro-ministro informou que foi sugerida a criação de um Pacto Nacional de Reconciliação e a implementação da chamada Fórmula IVT para definir um calendário eleitoral viável.
Contudo, persistem dúvidas sobre a realização das eleições presidenciais e legislativas marcadas para o próximo dia 6 de dezembro, devido a impasses políticos e limitações financeiras do Estado.
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