O mês de abril, quando se comemora o Dia da Mulher Sambista,   será aberto com o lançamento do livro "Matriarcas do Samba Paulistano", em São Paulo. O evento está marcado para o dia 1o. de abril.  O projeto se baseia na construção de um centro de memória virtual sobre as origens das escolas de samba, cujo livro é um dos produtos culturais que forma um dossiê histórico-artístico, contando o percurso de um período decisivo da trajetória negra popular paulistana e as mulheres pioneiras não poderiam ficar de fora.

O Livro Matriarcas do Samba faz parte do projeto contemplado pelo Proac Expresso Direto (edital 29/2021). Patrocinado pelo Governo do Estado de São Paulo por meio da Secreativa de Cultura e Economia Criativa. Entre as matriarcas registradas estão Dona Olímpia (Vai-Vai); Maria Inês (Nenê); Madrinha Eunice e Rose Marcondes (Lavapés) e Dona Sinhá (Camisa Verde e Branco).

O samba brotou em vários lugares do Brasil a partir de diferentes ascendências e origens. Em São Paulo, recebeu forte influência do batuque rural e formou bambas de respeito. Ainda assim, o ritmo seguiu marginalizado e estigmatizado, principalmente se comparado a outras matrizes, como a baiana e a carioca.  

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Resistindo contra a invisibilização, o batuque negro se impôs no concreto da cidade grande, entre as periferias e os guetos. Se hoje o Carnaval de São Paulo é considerado um dos maiores do país, muitas pessoas se dedicaram às artes do samba na cidade antes de qualquer reconhecimento similar. 

Ao mergulhar nas suas origens e principais personagens, esse livro narra a trajetória de cinco agremiações tradicionais da folia paulistana: Lavapés, Vai-Vai, Camisa Verde e Branco, Nenê de Vila Matilde e Unidos do Peruche. Verdadeiras matriarcas, foram elas progenitoras de uma linhagem de outras escolas e grupos carnavalescos.

O livro Matriarcas do Samba Paulista convida para uma viagem no tempo por meio do marcante som do bumbo de Pirapora. Brinque com os antigos cordões, relembre a inesquecível Avenida Tiradentes e se esbalde no espetáculo grandioso do Anhembi. São muitos os carnavais que marcaram época, gloriosos, feitos por grandes sambistas brasileiros.

 Pré-venda pelo site: matriarcasdosambapaulistano.com 

 Mais informações na página Carnavalize no instagram: @igcarnavalize.

Autores: 

Lavapés, por Juliana Yamamoto e Ladislau Almeida
Vai-Vai, por João Vítor Silveira e Leonardo Antan
Camisa Verde e Branco, por Felipe Tinoco e Flávio Ismerim
Nenê de Vila Matilde, por Emerson Porto Ferreira
Unidos do Peruche, por Beatriz Freire e Thomas Reis
 

Características:

Edição: 1

Ano de Edição: 2023

Idioma: Português

Encadernação: brochura

Altura: 23 cm

Largura: 16 cm

Nº de Páginas: 364

*Dia da Mulher Sambista

O Dia 13 de Abril foi instituído como o Dia Nacional da Mulher Sambista, em 2021, pela Comissão de Cultura da Câmara Federal, aaprovado pelo projeto de Lei 3057/2021, por iniciativa do deputado Chico D'Angelo e relatoria da deputada Jandira Feghali. A data foi escolhida em homenagem à cantora e compositora, Dona Ivone Lara, nascida em 13 de abril de 1921. Ivone Lara era conhecida como a Grnde Dama do Samba e morreu em 17 de abril de 2018.

FONTE/CRÉDITOS: Texto Claudia Alexandre/divulgação