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🍽️ A Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (PENSSAN) revelou que o Brasil enfrenta uma alarmante situação de fome, com cerca de 33 milhões de pessoas passando por privações alimentares. Entre os lares afetados, as famílias negras lideradas por mulheres são as mais vulneráveis, representando 22% dos domicílios atingidos pelo problema. Enquanto isso, as famílias chefiadas por mulheres brancas compõem 13,5%. Essa desigualdade evidencia a interseção entre raça, gênero e pobreza, em um país marcado por profundas disparidades sociais.
A realidade das famílias negras é especialmente desafiadora, com mulheres negras enfrentando a extrema pobreza e assumindo sozinhas a responsabilidade pelo sustento da família. Além disso, elas enfrentam obstáculos na área da saúde, habitação, trabalho e educação, sendo subrepresentadas em espaços importantes de participação e decisão. Nesse contexto, torna-se ainda mais difícil cumprir as funções de socialização, cuidado e sustento financeiro dos membros da família, especialmente quando há crianças com deficiências ou vítimas de violência.
Essa sobreposição entre raça, gênero e pobreza reflete as estruturas do racismo e do sexismo que persistem na sociedade brasileira. Para entender o retorno da fome no país e seu maior impacto na população negra, é necessário considerar as dimensões socio-históricas, as desigualdades profundamente enraizadas, o legado da escravidão e os cortes nos gastos públicos em políticas sociais. Além disso, a pandemia da Covid-19 expôs e agravou ainda mais esses problemas estruturais. Diante desse cenário, o Ceará lançou o Pacto de Combate à Fome, visando promover o acesso à alimentação saudável e nutritiva, com ênfase na participação cidadã e no fortalecimento dos grupos historicamente discriminados, incluindo as mulheres negras. 👨👩👧👦
(Fonte: Zelma Madeira | diariodonordeste.verdesmares.com.br | Foto: Reprodução)
Hashtags: #Fome #FamíliasNegras #Desigualdade #Pobreza #InclusãoSocial
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