Na noite deste sábado, a Festa Julina promovida pela Liga-SP voltou à Fábrica do Samba com público diversificado e programação que mesclou ritmos e apresentações típicas, reunindo famílias, jovens e integrantes de agremiações.

Programação e destaque musical

O ponto alto da noite foi o show de Péricles, que durou quase duas horas e atraiu grande parte dos presentes, segundo relatos de frequentadores. Além do show principal, a programação contemplou diferentes estilos, como sertanejo e forró.

As quadrilhas das escolas de samba foram exibidas em dois blocos: antes do show apresentaram-se Unidos de Vila Maria, Dragões da Real, Barroca Zona Sul e Estrela do Terceiro Milênio; após o show encerraram Nenê de Vila Matilde, Vai-Vai e Acadêmicos do Tucuruvi. Também houve apresentações das campeãs dos Grupos de Acesso 1 e 2, Acadêmicos do Tucuruvi e Morro da Casa Verde, e da grande campeã do Carnaval, a Mocidade Alegre.

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Estrutura, doação e formato do evento

O local trouxe variedade de comidas típicas, venda de produtos ligados ao carnaval e um espaço kids. A ambientação chamou atenção pela utilização de esculturas de alegorias com temas nordestinos, integrando manifestações regionais à cenografia.

Para entrar no evento, o público teve de doar um casaco em bom estado ou 1 kg de alimento não perecível. Diferente de edições anteriores, a festa ocorreu em apenas um dia. "Esse ano a gente teve a questão da Copa do Mundo. Além disso, teve a questão da agenda dos artistas também, que estava muito complicada. A gente optou por fazer em um dia, com uma grande atração, que é o Péricles, e também as escolas de samba, sertanejo, forró e quadrilhas. Tem programação para todos os gostos. A gente estendeu um pouco o horário. Começou um pouco mais cedo e vai acabar um pouco mais tarde", disse o presidente da Liga-SP.

Reações do público e impacto cultural

Frequentadores elogiaram a organização e a decoração interativa. A secretária Camila Soares, de 47 anos, destacou a integração entre culturas e a facilidade na compra de alimentos neste ano: "Ficou bem interativo mesmo, para tirar fotos... Esse ano fizeram uns cartãozinhos, que facilitaram muito para a gente comprar as coisas. Eu achei que estava tudo muito gostoso, muito organizado. Diferentemente das outras vezes, quando tinha muita fila, dessa vez foi tudo bem rápido", afirmou.

O professor Eziel Duarte, de 30 anos, ressaltou a diversidade cultural presente no evento e relatou sua participação nas quadrilhas como integrante e narrador. "Acho que combina, sim... Cada lugar adapta a festa à sua cultura, e isso é o mais bonito. O brasileiro gosta de fazer festa, e a Festa Junina representa muito bem essa diversidade", disse, e elogiou a cenografia e a equipe de arte da Liga.

Vanesa Magalhães, de 39 anos, valorizou a proposta de unir o universo do Carnaval às festas juninas e a presença de todas as idades no evento. A estudante Ana Clara Dantas, de 18 anos, destacou a gastronomia e a expectativa para o show de Péricles, além de considerar a festa uma porta de entrada para seu envolvimento com o carnaval.

Foto: Divulgação