Candidatos inscritos no edital 1º/2026 do Comitê Nacional de Enfrentamento ao Racismo Ambiental e Climático devem estar atentos: o cronograma do processo seletivo foi oficialmente retificado. A alteração, publicada no Diário Oficial da União na última sexta-feira (24), estende o período para interposição de recursos dos resultados de admissibilidade até a próxima terça-feira (28), visando garantir maior participação e transparência.

Para submeter os recursos, os interessados devem utilizar o e-mail comiteracismoambiental@igualdaderacial.gov.br, respeitando rigorosamente o prazo estabelecido no cronograma atualizado. É fundamental que todos os participantes consultem o edital e a página do processo seletivo para obter informações detalhadas e evitar quaisquer contratempos.

É crucial que os candidatos acessem a página do processo seletivo para verificar as orientações completas e o cronograma retificado, garantindo que todas as etapas sejam cumpridas conforme as novas diretrizes.

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Democracia ambiental e o papel do Comitê Nacional

O Comitê Nacional de Enfrentamento ao Racismo Ambiental e Climático, instituído no contexto da COP30, representa um marco na governança ambiental do país. Sua coordenação está a cargo do Ministério da Igualdade Racial (MIR), em articulação estratégica com os Ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e dos Povos Indígenas (MPI).

Essa iniciativa reafirma a centralidade do combate ao racismo ambiental na política climática nacional, conforme estabelecido pela Portaria Interministerial MIR/MMA/MDA/MPI nº 12, de 9 de setembro de 2025. O principal objetivo é consolidar uma governança compartilhada e ampliar significativamente a participação de povos e comunidades tradicionais, bem como de grupos historicamente vulnerabilizados, nos debates cruciais sobre a mudança do clima.

Integrando o Círculo dos Povos, uma instância criada pela presidência da COP30, o comitê assegura a representatividade de comunidades tradicionais, povos indígenas, população afrodescendente e agricultores familiares nas discussões climáticas internacionais, promovendo um diálogo mais inclusivo e eficaz.

Entre as atribuições essenciais do comitê destacam-se a promoção do diálogo contínuo com órgãos e entidades, além da contribuição para aprofundar a compreensão e fortalecer as ações de enfrentamento ao racismo ambiental em todas as suas dimensões.