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A Câmara Municipal de Goiânia promove, nesta segunda-feira (13), às 19h, uma sessão solene dedicada às mulheres negras que impulsionam transformações na capital. O evento, que acontece no Auditório Carlos Eurico, integra a programação do Julho das Pretas e tem como tema central "Por reparação e bem viver", visando reconhecer o protagonismo e a luta dessas mulheres por igualdade e visibilidade. A entrada é gratuita e haverá transmissão ao vivo para o público.
A iniciativa de homenagear as mulheres negras está inserida no calendário do Julho das Pretas, um mês dedicado a promover a mobilização política, a valorização da memória e o combate às diversas formas de desigualdade.
Esta solenidade também serve como um preâmbulo às celebrações do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, que ocorre anualmente em 25 de julho.
No contexto brasileiro, a mesma data é duplamente significativa, pois celebra o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.
Reconhecimento
No decorrer da sessão, a Câmara Municipal de Goiânia prestará tributo a diversas mulheres negras que se destacam por sua atuação transformadora na capital.
O vereador Fabrício Rosa (PT), proponente e organizador do evento, enfatiza que esta ação visa reconhecer o protagonismo, a liderança e o impacto do trabalho dessas mulheres em Goiânia.
Rosa ressalta que muitas dessas homenageadas dedicam-se às suas comunidades frequentemente sem o devido reconhecimento público, tornando esta sessão uma oportunidade crucial para visibilizar suas contribuições.
Assim, o evento busca dar maior visibilidade a trajetórias notáveis em áreas como cultura, política, educação e movimentos sociais, sublinhando a importância de suas vozes.
Data histórica
A origem do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha remonta a 1992.
Foi em Santo Domingo, na República Dominicana, que mulheres afro-latino-americanas e afro-caribenhas se reuniram em um encontro histórico.
Nessa ocasião, foram debatidos temas cruciais como racismo, sexismo e outras manifestações de desigualdade que afetam as mulheres negras da região.
Desde então, a data se consolidou como um marco para impulsionar discussões sobre representatividade, a formulação de políticas públicas e a maior participação feminina negra em espaços de decisão.
Conforme dados de um documento da Cepal e das Nações Unidas, citados pelos organizadores, a população afrodescendente no Brasil representa 50,9% do total.
O mesmo estudo revela que as mulheres negras são desproporcionalmente mais expostas à pobreza e possuem menor inserção em posições de poder.
Adicionalmente, mesmo com níveis de escolaridade equivalentes, elas ainda recebem rendimentos inferiores aos de homens negros e de indivíduos brancos.
Tereza de Benguela
A Lei nº 12.987/2014, promulgada no Brasil, foi responsável por instituir oficialmente o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.
Tereza de Benguela, uma proeminente líder quilombola do século XVIII, assumiu a liderança do Quilombo do Quariterê após o falecimento de seu companheiro.
Situado na área que hoje corresponde ao estado de Mato Grosso, o quilombo prosperou sob sua gestão, onde negros e indígenas organizaram de forma autônoma atividades agrícolas, comerciais e de defesa.
Por essa razão, Tereza de Benguela se consolidou como um potente símbolo da resistência contra a escravidão e da força da liderança feminina negra no Brasil.
Para o vereador Fabrício Rosa, esta homenagem não só ressalta a figura de Tereza de Benguela, mas também sublinha a inestimável contribuição histórica, política e cultural das mulheres negras para a construção da nação.
Serviço
Para aqueles que desejam participar ou acompanhar, seguem os detalhes do evento:
Evento: Sessão “Por reparação e bem viver”
Data: Segunda-feira, 13 de julho
Horário: 19h
Local: Auditório Carlos Eurico, Câmara Municipal de Goiânia
Endereço: Avenida Goiás, nº 2.001, Setor Central
Entrada: Gratuita e aberta ao público
Transmissão ao vivo: Assista pelo YouTube
Localização: Ver no mapa
Em suma, esta sessão especial solidifica as ações do Julho das Pretas, com a finalidade de harmonizar a homenagem, a preservação da memória e a mobilização contínua por igualdade racial e de gênero na sociedade.
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