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Segunda-feira, 09 de Fevereiro 2026

Notícias/ANCESTRALIDADE

Retomada: filme de curta-metragem tem lançamento em Olinda com debate e shows de Siba Puri e Semente de Maracá

Documentário estreia na Casa do Cachorro Preto, dia 06/12; Monique Xavier, Siba Puri e Selly Tarairiú no elenco, direção de Erlânia Nascimento e ideia de Lia Guanacé @mmoniquexavier @siba.puri @aboutchaos @rastreiodaestrela @erlania___

Retomada: filme de curta-metragem tem lançamento em Olinda com debate e shows de Siba Puri e Semente de Maracá
Foto: Erlânia Nascimento
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O filme de curta-metragem “Retomada” — sobre a realidade e a luta de mulheres indígenas na cidade/contexto urbano — estreia com exibição, debate e shows. As protagonistas do documentário são as pernambucanas Monique Xavier (professora de dança, performer e cantora), Siba Puri (cantora, compositora e musicista) e Selly Tarairiú (artista visual, fotógrafa e realizadora audiovisual). A direção do documentário, com classificação indicativa livre e 12 minutos de duração, é assinada por Erlânia Nascimento, que também é de Pernambuco. Já a ideia surge da retomada indígena da cearense Lia Braga, da etnia Guanacé e criada no Recife.  

O lançamento acontece em Olinda, na Casa do Cachorro Preto (rua Treze de Maio, nº 99, bairro do Carmo), no dia 6 de dezembro (sábado), a partir das 17h. A entrada é gratuita. A programação reúne as apresentações musicais pernambucanas autorais de Siba Puri, com a participação da cantora e compositora Briê, e do grupo Semente de Maracá, da cultura popular e do ritmo do coco, apresentando sua música recém-lançada, chamada de “Vozes das Sementes”, dentro do repertório. A roda de conversa entra como uma ação afirmativa. 

Também estão no elenco do filme mais artistas mulheres: Belle Mota e Joyce Santana, ambas pernambucanas. Além da produção executiva, Lia Braga assume o argumento da criação autoral, enquanto Erlânia Nascimento atua nas funções do roteiro, direção de fotografia, cores e finalização da obra audiovisual. A coletividade está presente, com o envolvimento entre uma diversidade de profissionais para a realização. 

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“As pessoas indígenas em contexto urbano podem ser definidas como indígenas muitas vezes não aldeados, que habitam nas cidades. Indígenas em contexto urbano, pela dificuldade da proximidade com a vida nas aldeias, na maioria das vezes não falam sua língua originária e desde muito cedo, até mesmo de gerações anteriores, têm um rompimento com os costumes de sua etnia”, explica Siba Puri. 

“Retomada” mostra a existência dos caminhos indígenas que se unem com resistência, formando uma rede de corpos-territórios, a partir da ideia de acolhimento e de compartilhamento de narrativas da ancestralidade. O movimento, além de territorial, também é um resgate da identidade indígena e ancestral, e também da arte, da cultura, da educação, sempre fortalecendo pautas de gênero e da política social. 

“Nesse contexto, a palavra território tem como referência os corpos territórios indígenas que resistem ao ocupar espaços urbanos da cidade que lhes são historicamente negados. A cosmologia indígena não considera o território físico como um espaço que pode ser transformado em propriedade privada. Os espaços que seus corpos ocupam se tornam território indígena, tornando presente a ancestralidade que carrega um corpo de uma comunidade originária”, declara Lia Guanacé.

Vale dizer que, atualmente, o Brasil só reconhece como indígena as pessoas nascidas e/ou com vivência nas aldeias, o que faz com que as pessoas indígenas lutem para sobreviver e conquistar seu espaço na sociedade. Inclusive, o filme “Retomada” reforça a memória do apagamento dos povos originários como imposição de um lugar de não-pertencimento e que está na história do país.     

“Essa realidade de identificar como indígena apenas indivíduos aldeados e/ou com fenótipos indígenas é consequência direta das políticas de extermínio e etnocídio praticadas contra esses povos ao longo da história. O Estado se omite de todos os danos, saques, usurpações e expropriações sofridas nos mais de 523 anos. Esse mesmo Estado expulsou povos das suas aldeias, restando-lhes os subúrbios e as periferias das grandes cidades”, acrescenta Selly Tarairiú. 

Com produção do Coletivo Baobá, que existe desde 2019 caminhando pelas artes, cultura e agroecologia, a ficha técnica de “Retomada” é composta por Guilherme dos Santos (produção geral e som direto); Afra Ellis (assistência de produção); Márcio Torres (som direto), Estúdio Bantus (trilha sonora, edição e mixagem); Cláudia Lisbôa (gerência financeira); Daniel Lima (assessoria de imprensa); Entrelinhas Comunicação Acessível (acessibilidade comunicacional); Gabi Flores (roteiro de audiodescrição); Roberto Cabral (consultoria de audiodescrição); Robson Ugo Souza (narração de audiodescrição); 

Bruna Cortez (legendas para pessoas surdas e ensurdecidas, coordenação e revisão geral das acessibilidades); Leonardo Ramos (intérprete de libras); Alice Lima (consultoria de libras); e Walter Andrade (libras/edição). 

“Retomada” tem incentivo público, com o financiamento do edital Lei Paulo Gustavo (LPG), por meio dos recursos do Ministério da Cultura, Governo Federal, Governo do Estado de Pernambuco e Secretaria de Cultura de Pernambuco. 

“Entende-se que o movimento de retomada da ancestralidade é um legado, um resgate do pertencimento dos filhos e filhas da terra, que busca romper o silenciamento e o apagamento histórico dos povos originários”, pontua Lia Guanacé. 

“Retomada” - lançamento do filme de curta-metragem/documentário, com debate e shows

Data: 06 de dezembro de 2025 (sábado)

Local: Casa do Cachorro Preto (rua Treze de Maio, nº 99, bairro do Carmo, Olinda)

Horário: a partir das 17h

Entrada: gratuita

Programação: exibição de Retomada, debate e shows de Siba Puri convida Briê; Semente de Maracá 


Ficha técnica

Produção: Coletivo Baobá

Elenco: Monique Xavier, Siba Puri, Selly Tarairiú, Belle Mota e Joyce Santana

Produção executiva, argumento e criação da arte do cartaz de divulgação: Lia Guanacé

Produção geral: Guilherme dos Santos

Assistência de produção: Afra Ellis

Direção do filme, roteiro, direção de fotografia, cores e finalização: Erlânia Nascimento

Som direto: Guilherme dos Santos e Márcio Torres

Trilha sonora, edição e mixagem: Estúdio Bantus

Gerência financeira: Claudia Lisbôa

Acessibilidade comunicacional: Entrelinhas Comunicação Acessível

Roteiro de audiodescrição: Gabi Flores 

Consultoria de audiodescrição: Roberto Cabral

Narração de audiodescrição: Robson Ugo Souza

Legendas para pessoas surdas e ensurdecidas (LSE), coordenação e revisão geral das acessibilidades: Bruna Cortez

Intérprete de libras (Língua Brasileira de Sinais): Leonardo Ramos

Consultoria de libras: Alice Lima

Edição (libras): Walter Andrade

Assessoria de imprensa: Daniel Lima

Daniel Lima

Publicado por:

Daniel Lima

Comunicador social & jornalista. De Caruaru/PE, criado no Recife. Atua com assessoria de imprensa artístico-cultural e atualmente é assessor de imprensa/mídias sociais do Coco Raízes de Arcoverde/PE.

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