Espaço para comunicar erros nesta postagem
Condenação e falhas de proteção
George Anderson Santos da Silva foi condenado a 59 anos, 11 meses e 24 dias de prisão pelo feminicídio de Tainara Santos, jovem quilombola de Cachoeira, na Bahia. A família também receberá indenização de R$ 300 mil, mas o corpo de Tainara ainda não foi localizado.
Falha institucional e cobrança por justiça
Tainara tinha 27 anos, era trancista e mãe de duas meninas. Ela desapareceu em 9 de outubro de 2024, depois de sair do quilombo Acutinga Motecho, no território da Bacia do Iguape, para encontrar o ex-companheiro. A relação era marcada por violências e ameaças.
O júri condenou George por feminicídio, ocultação de cadáver, ameaça, extorsão e porte ilegal de arma. A defesa tentou adiar o julgamento e mudar a acusação, mas os pedidos foram negados. Tainara tinha medida protetiva contra o ex-companheiro, mas o órgão que registrou um acordo de guarda não verificou essa informação. A falha poderia ter alertado que a jovem estava sob coação.
O caso mostra que a violência contra mulheres negras quilombolas também atravessa o direito ao território e a proteção institucional. A condenação responsabiliza o agressor, mas não encerra a espera da família, que continua sem o corpo de Tainara para uma despedida.
A reportagem do Odara registra que a sentença não devolve a história interrompida da jovem. O foco precisa permanecer no agressor, nas falhas de proteção e na força da família que segue cobrando justiça, sem transformar a dor de Tainara em espetáculo.
Fonte: Odara — Instituto da Mulher Negra, em parceria com a Revista Afirmativa.
Nossas notícias
no celular
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se