Em uma decisão proferida recentemente, o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o governo federal elabore e apresente um plano de **desintrusão** para a **Terra Indígena Cachoeira Seca**, localizada no Pará. Essa medida visa coibir as constantes violações dos **direitos indígenas** e combater problemas como desmatamento ilegal e grilagem de terras na região.

Demarcado em 2016, o território ancestral do **povo Arara** tem sido alvo de graves problemas. Além do desmatamento ilegal e da grilagem de terras, a área sofre com a violência e os impactos persistentes da construção da **Usina Hidrelétrica de Belo Monte**.

A União foi incumbida de apresentar, no prazo de 90 dias, um plano detalhado para a retirada de ocupantes não indígenas da área. Este documento deve incluir um cronograma claro para a saída dos invasores, além de um mecanismo para indenizar aqueles ocupantes de boa-fé que forem devidamente identificados pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (**Funai**).

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Além disso, a decisão de Fachin exige a criação de um comitê de governança. O objetivo é assegurar a proteção de povos indígenas isolados e de recente contato, um grupo que inclui o próprio **povo Arara**, residente na **TI Cachoeira Seca**.

O plano de desintrusão também deverá contemplar a avaliação do cumprimento das condicionantes ambientais. Estas foram estabelecidas como contrapartida durante o processo de construção da **Usina Hidrelétrica de Belo Monte**.

Ao justificar as medidas, o ministro Fachin enfatizou que a situação na **Terra Indígena Cachoeira Seca** configura um claro exemplo das graves violações dos **direitos indígenas** que persistem no país.

Em suas palavras, Fachin declarou que “As medidas referentes à TI Cachoeira Seca conferem concretude e coerência material para que a tutela jurisdicional alcance a realidade em que a omissão estatal se manifesta, evitando que a gravidade vivida pelo povo Arara continue”.

Esta importante decisão judicial foi motivada por uma ação protocolada pela **Associação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib)**, que busca a proteção e a garantia dos direitos desses povos.

FONTE/CRÉDITOS: André Richter - Repórter da Agência Brasil