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Sexta-feira, 13 de Março 2026

Notícias/JUSTIÇA

Artistas negros enfrentam barreiras em indústria de US$ 33 bi

INDÚSTRIA BILIONÁRIA! Música capta US$ 33 bi, mas artistas negros enfrentam barreiras raciais. 🎶 88% dos profissionais negros concordam que há impedimentos na progressão de carreira. 🔥 O Novembro Negro reforça o debate sobre desigualdade e oportunidades no mercado global!

Artistas negros enfrentam barreiras em indústria de US$ 33 bi
Foto Divulgação
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Protagonismo Negro Na Música Cresce Em Meio À Desigualdade Em Indústria Que Movimenta US$ 33 Bilhões

Em meio a uma indústria que capta US$ 33 bilhões e cresce em 8% a.a (ao ano), segundo a Mordor Intelligence, o mercado da música tem mostrado que artistas negros conseguem transformar barreiras em protagonismo. Durante o Novembro Negro, mês dedicado à visibilidade e à valorização da cultura ‘afro’, as discussões sobre desigualdade e oportunidades na música vêm ganhando destaque no país.

Dados cruzados do Panorama do Mercado Global de Música, da Mordor Intelligence, com o estudo britânico ‘Black Lives in Music’ (BLiM), revelam que 88% dos profissionais negros na música concordam que há barreiras na progressão de carreira. O estudo evidenciou que, mesmo com a expansão do mercado, ainda existe uma longa caminhada para artistas afrodescendentes.

Desigualdade E Mercado Independente

Um paralelo traçado com o estudo ‘Black Lives in Music’ mostra que 38% dos músicos profissionais negros obtêm 100% de sua renda da música, em comparação com 69% dos brancos, evidenciando a má distribuição dos recursos. O alerta chamou a atenção de profissionais e gestores de talentos, como a empresária Marcela Silva, que gerencia as carreiras dos cantores Zai (MPB) e Cinara (R&B).

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“Se olharmos para a última meia década, o que mais chama atenção é o protagonismo da arte negra, cada vez mais presente e contundente na cena”, explica Marcela. Ela destaca que a cena independente vem sendo um pilar dessa transformação, com o amadurecimento dos artistas que investem em propósito, coerência e identidade.

Protagonismo E Tendências

A gestora cultural observa que a identidade deixou de ser apenas estética e passou a ser um símbolo de diferenciação e autenticidade, sendo abraçada pela comunidade negra. Nomes como Cinara, Liniker, Xênia França, BK’ e Duquesa exemplificam um modelo de carreira que se apoia na verdade artística e na autonomia.

Marcela conclui que o consumo musical deixou de ser apenas sobre o ‘som’ e passou a ser um símbolo social. “O futuro do entretenimento está na interseção entre ‘arte’ e ‘verdade’; e quem compreender isso primeiro, ditará o novo tempo da música brasileira”, finaliza.

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