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Morte por câncer de mama no Brasil é maior em mulheres negras que brancas
O estudo "Ethnic disparities in breast cancer patterns in Brazil", publicado na revista internacional Breast Cancer Research and Treatment, analisou dados de 2010 a 2015 dos Registros Brasileiros de Câncer de Base Populacional e outros dados clínicos e sociodemográficos. Os resultados destacam que, embora a incidência média seja maior entre mulheres brancas, as mulheres negras apresentam diagnóstico em estágio mais avançado (60,1% versus 50,6%) e uma taxa de mortalidade 3,83 vezes superior.
Impacto dos Aspectos Socioeconômicos
“Esses aspectos socioeconômicos impactam diretamente, por exemplo, no acesso à informação e, consequentemente, fazem com que as mulheres negras tenham um diagnóstico mais tardio e que a taxa de mortalidade seja maior nesta população que entre mulheres brancas”, explica Jessé Lopes da Silva, primeiro autor do artigo e médico oncologista clínico.
Além das desigualdades socioeconômicas, o estudo aponta para a existência de vieses implícitos entre profissionais de saúde e pacientes, afetando diretamente os desfechos do tratamento. A insatisfação com a assistência à saúde é mais prevalente entre pacientes negras e pardas em comparação com pacientes brancas.
Projeção e Necessidade de Políticas Públicas
Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) estimam que, entre 2023 e 2025, ocorrerão cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama anualmente no Brasil, reforçando a importância de políticas públicas eficazes para o rastreamento, prevenção e tratamento da doença, com foco na redução das disparidades raciais e na melhoria dos desfechos de saúde para todas as pacientes afetadas.
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