Seminário debateu medidas para aprimorar o observatório

O Seminário sobre o Observatório de Saúde da População Negra encerrou na quinta-feira, 17 de outubro de 2024, no Rio de Janeiro. Após dois dias de discussões com gestores, pesquisadores e representantes da sociedade civil, foram estabelecidas diretrizes para melhorar a ferramenta. A principal novidade foi a criação de um comitê gestor que acompanhará as ações semestralmente.

Expectativa em torno do novo comitê

Luís Eduardo Batista, chefe da Assessoria para Equidade Racial em Saúde, destacou a importância do envolvimento coletivo no desenvolvimento da ferramenta. Segundo ele, a participação de diferentes atores sociais é fundamental para o sucesso do observatório, que visa garantir equidade no atendimento à população negra.

Foto: Camila Sanabria/MS

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Inclusão e acessibilidade como pontos-chave

Durante o evento, organizado pelo Ministério da Saúde, ENSP/Fiocruz e UFRJ, foram discutidas questões como acessibilidade e comunicação dentro do observatório. Um dos temas principais foi a atualização dos dados, que deverá ocorrer anualmente, permitindo que as informações sejam divulgadas de forma adequada e sensível.

Movimentos sociais impulsionam o monitoramento

Pétala Cormann, do Movimento Olga Benario, ressaltou a importância da organização coletiva para a construção de uma sociedade mais justa. A plenária final reafirmou a necessidade de fortalecer os movimentos sociais na supervisão das atividades do observatório, garantindo sua continuidade e eficiência.

Consolidação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra

A Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) foi um dos pilares para os encaminhamentos do seminário. A inclusão da população negra nos meios digitais de saúde pública e o letramento racial foram amplamente discutidos, como formas de assegurar o acesso universal e igualitário aos serviços de saúde.

Próximos passos do observatório

Com a formação do comitê gestor, o Observatório de Saúde da População Negra se consolida como uma ferramenta vital para garantir que políticas públicas voltadas para a saúde da população negra sejam devidamente monitoradas e avaliadas ao longo do tempo.