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Segunda-feira, 09 de Fevereiro 2026

Notícias/ARTE

Edún Àrá Sangô avança na música autoral com primeiro show nacional

Com apresentação em Brasília/DF pelo Festival Agô, grupo também cresce número de reproduções de cada som nas plataformas digitais @edunarasango @agoancestralidade

Edún Àrá Sangô avança na música autoral com primeiro show nacional
Foto: Maria Clara Batista (Raiz de Maria)
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Edún Àrá Sangô — grupo musical pernambucano com nome na língua africana “Yorubá”, falada principalmente na Nigéria —  acrescenta uma nova memória a sua história de arte e ancestralidade, que é cantada, contada e celebrada de maneira autoral e independente. Pela primeira vez desde a pré-estreia em 2022, ocupou um espaço nacional, sendo atração em Brasília/DF, onde realizou um show na Caixa Cultural. 

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O Edún Àrá Sangô, que significa “Pedra de Xangô", em homenagem ao orixá Xangô, subiu ao palco do Festival Agô – Música e Ancestralidade (6ª edição), com direção de Tâmara Jacinto, produção da Onã Produções e patrocínio da Caixa Cultural e do Governo Federal. Na formação, a banda da cultura preta entrou em cena com Beto Xambá (voz e violão), Madson Japa (voz e percussão), Negra Dany (voz), Ninha Meneses (voz) e Thúlio Xambá (voz, cavaquinho e percussão). Todas as canções ancestrais apresentadas são autorais, com a marca registrada do “Respeita Meu Axé”. O grupo tem a produção cultural e executiva da pernambucana Giovanna Teles, da Araxá Produções. 

“Vivemos um marco inesquecível no dia 25 de abril de 2025. Pela primeira vez, o som do Edún Àrá Sangô ecoou além das fronteiras de Pernambuco. Levamos nossa música, ancestralidade e força dos terreiros ao grande palco da Caixa Cultural Brasília, que recebeu o potente Festival Agô. Foi mais do que um show. Foi ocupação de espaço e afirmação cultural. Edún Àrá Sangô segue quebrando barreiras, levando as tradições dos terreiros para onde nossa arte for chamada. Brasília foi só o começo”, destaca o grupo, em publicação no perfil oficial. 

Da esquerda para a direita: Thúlio Xambá, Ninha Meneses, Negra Dany, Madson Japa e Beto Xambá
Foto: Maria Clara Batista (Raiz de Maria)

 

Além de representar Pernambuco, o Edún Àrá Sangô se conectou com dois artistas do continente africano no Festival Agô: Ìdòwú Akínrúlí (Nigéria) e Otis Selimane Remane (Moçambique). Ambos participaram da apresentação ao vivo. O primeiro deles é ator, roteirista, músico e produtor musical e cultural, enquanto o outro atua como músico, produtor e arte-educador. Também na ficha técnica do espetáculo em Brasília, Maria Clara Batista (Raiz de Maria), Visão de Luna e Olhos de Magia assinam a gestão de redes sociais e Lunares Ayla, do Estúdio Criativo Lunares, fica à frente da produção audiovisual. 

A realização desta performance musical em conjunto foi fruto da troca de vivências entre pernambucanos (as) e africanos, sendo possível sentir a importância do repasse do saber ancestral.  

“A quem nos recebeu, acolheu e celebrou conosco: nosso mais profundo axé. Seguimos juntos, com respeito, força e fé. Foi especial também dividir o palco com o nigeriano Ìdòwú Akínrúlí e o moçambicano Otis Selimane Remane. Brasil, Nigéria e Moçambique dançaram lado a lado, transformando o teatro em um terreiro, com cultura bantu e yorubá, uma de frente para a outra. Foi um espetáculo de força e memória, um chamado. Nosso agradecimento especial a Tamara Jacinto por acreditar em nossa arte e a toda equipe do festival”, acrescenta a banda. 

Vale reforçar que o Edún Àrá Sangô une cantos do culto africano yorubá, o nagô pernambucano e a santeria cubana em seu repertório, que resgata a memória e valoriza a cultura africana em suas letras e na sonoridade. 

“Teatro lotado, emoção à flor da pele e a força da ancestralidade afro-brasileira vibrando em cada toque e em cada canto sagrado. Foi Pernambuco ocupando com honra, levando a espiritualidade e musicalidade dos povos de terreiro para Brasília. É o axé que atravessa fronteiras”, pontua. 

O Edún Àrá Sangô entrou nas plataformas digitais no passado recente, em 2022. Até então, são seis músicas lançadas: “Olhar de Fé” (canção de estreia - 2022); “Ayrá Intilé” (2022); “Yaô” (2023); “Orunmilá” (2023); “Respeita Meu Axé” (2024); “Oyá Dolú” (2024), sendo essa a mais recente. Além do mais, o grupo investe na arte visual, desde o lançamento de cada capa à identidade do perfil oficial.  

Mensagem "Respeita Meu Axé" é marca registrada da celebração do Edún Àrá Sangô
Foto: Maria Clara Batista (Raiz de Maria)

 

O que chama a atenção é o crescimento dos números do grupo, sobretudo na quantidade de reproduções de cada som. O mais escutado é “Yaô”, com mais de 18.500 cliques, seguido por “Ayrá Intilé” (mais de 14.700 mil), “Orunmilá” (mais de 14 mil), “Olhar de Fé” (mais de 7.500); “Respeita Meu Axé” (mais de 6.500) e “Oyá Dolú” (mais de 2.700).  

Leonardo Salomão 

O grupo foi idealizado pelo cantor, compositor, músico e dançarino pernambucano Leonardo Salomão (1987-2024), formado no Centro de Educação Daruê Malungo, na comunidade de Chão de Estrelas, no Recife/PE. Antes do seu encantamento, aos 37 anos de idade, ele juntou irmãos e irmãs do terreiro de candomblé, formando assim o grupo autoral composto atualmente por cinco artistas da negritude. Todas as composições são dele, algumas já lançadas e outras escritas que futuramente devem virar obras.  Leonardo Salomão, inclusive, atuou como ponte para levar o grupo até Brasília. 

“O Edún Àrá Sangô faz uma apresentação na língua africana ‘yorubá’, que é uma tradicional cultura de origem nigeriana, na África Ocidental. Com o passar do tempo, ela ganhou o mundo", declarou o artista ainda em vida. 

Leonardo Salomão (em memória) está no centro da imagem
Foto: Adriana Preta

 

Leonardo Salomão - cantor, compositor, músico e dançarino cria do Daruê Malungo, Recife/PE

 

FONTE/CRÉDITOS: Foto: Maria Clara Batista (Raiz de Maria)
Daniel Lima

Publicado por:

Daniel Lima

Comunicador social & jornalista. De Caruaru/PE, criado no Recife. Atua com assessoria de imprensa artístico-cultural e atualmente é assessor de imprensa/mídias sociais do Coco Raízes de Arcoverde/PE.

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