A Mostra Competitiva de Dança de Pernambuco (MOC Dança PE) celebra este ano a sua 9ª edição. Além da representatividade do Nordeste, a programação traz uma vivência em nível internacional. Ainda por cima está com mais datas e locais para a realização das atividades neste mês de junho. De 05 a 07/06 (sexta-feira a domingo) ocorre no Teatro Luiz Mendonça, que fica no Parque Dona Lindu, na Avenida Boa Viagem, Zona Sul do Recife, com os encontros começando às 13h. Na semana seguinte, chega ao Teatro do Parque (bairro da Boa Vista), nos dias 11/06 (quinta-feira), às 19h, e 14/06 (domingo), às 15h30. 

A abertura será realizada no dia 04/06 (quinta-feira), com uma palestra online — tema: “Dança e educação: caminhos para a inclusão”—, às 20h (link no perfil oficial da mostra), transmitida diretamente do Teatro Luiz Mendonça. O acontecimento virtual propõe o diálogo sobre a existência de pessoas atípicas na dança a partir da educação, arte, acessibilidade e transformação social. Das três participantes convidadas, duas são de Pernambuco (Larissa Nunes e Mayara Nunes) e uma de São Paulo (Letícia Franciele). 

A cada ano, a MOC Dança PE fortalece a tradição de reunir 800 bailarinas e bailarinos, do infantil ao adulto com idades de quatro (criança) a 60 anos (idoso), reunindo estados nordestinos, como Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte. No Teatro Luiz Mendonça acontece a mostra competitiva, composta por uma diversidade de gêneros de dança: jazz, acrobáticas e contemporânea (sexta-feira, 05/06); neoclássico, estilo livre e populares (sábado - 06/06); ballet de repertório, clássico livre, internacionais, urbanas e sapateado (domingo - 07/06). Os ingressos custam R$ 100 (inteira), R$ 70 (social - entrada mediada a doação de 1kg de alimento não perecível) e R$ 50 (meia-entrada). 

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Esse momento de avaliação reúne premiações, como bolsa de estudo (internacional) e classificação para festivais nacionais. Quatro pessoas formam a equipe de júri da mostra competitiva: Briê (PE), Harry Gavlar (SP), André Malosá (SP) e Marco Batti (Itália). Briê, Harry e Marco são presenças inéditas na MOC. 

A MOC Dança PE é uma criação autoral e independente do produtor cultural pernambucano Rodrigo Lira, que também fica à frente da direção juntamente com Débora Cristóvão. Rodrigo é ator, coreógrafo e criador da Lira Produções, realizadora da mostra e há mais de 20 anos no mercado da produção artística. 

“Estamos no calendário anual de espetáculos do Estado de Pernambuco, reforçando o compromisso com a cena da dança e o movimento artístico-cultural. A mostra possibilita dias e momentos de emoção, aprendizado e de arte. A MOC é um espaço de diversidade artística e da cultura, proporcionando oportunidades para novas descobertas de talentos da dança local e da região Nordeste”, declara Rodrigo Lira. 

Já o Teatro do Parque recebe a mostra livre/não competitiva, no dia 11/06, às 19h, com a participação de grupos e academias de dança da Região Metropolitana do Recife, que são dos municípios de Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Paulista, Igarassu e do Recife em sua maioria. No mesmo local, celebra-se a mostra especial “Bailarinos na Roça”, no dia 14/06, como programação do São João da MOC Dança PE. Em ambas as datas, o ingresso tem preço único/social (R$ 35 + 1kg de alimento não perecível). 

“São dias intensos celebrando a arte, o talento e a paixão pela dança. Existe toda uma preparação da coreografia, do corpo, da mente e que é feita em equipe. Cada apresentação tem sua história, momento e emoção. A arte move vidas e por isso temos que celebrar. Sempre buscamos transformar o olhar, aprofundar a análise e elevar o nível de qualquer que seja a atividade”, pontua Rodrigo. 

Internacional

A mais nova edição também oportuniza uma troca — chamada de Audição MOC Recife — com o italiano Marco Batti, diretor artístico do Balletto di Siena e do Ateneo della Danza (centro de formação profissional em artes), na cidade de Siena (Itália). Esse encontro acontece no sábado (06/06), no Aria Social (bairro de Piedade, no município de Jaboatão dos Guararapes/PE), das 9h30 às 11h. Vale destacar que essa conexão tem como propósito buscar bailarinas e bailarinos para uma vivência de dez dias na Itália, com possibilidade de conquista de uma bolsa de estudos.  

“Essa Audição MOC Recife, com Marco Batti, amplia os olhares técnicos e artísticos a partir de uma experiência internacional, em parceria com o Ateneo della Danza. É mais do que uma audição, é uma porta para o mundo… É mais do que uma seleção, essa é uma oportunidade de crescimento e envolvimento por meio da dança. Sua presença marca um novo momento para a MOC”, afirma Rodrigo Lira.  

Pela primeira vez, a MOC tem um jurado internacional na banca avaliadora, que é justamente Marco Batti. Ele é formado pela Vaganova Academy of Russian Ballet (escola de ballet clássico em São Petersburgo, Rússia) e Jacqueline Kennedy Onassis School (EUA), assim como é professor afiliado do American Ballet Theatre, em Nova York (EUA). Destaque-se sua visão acadêmica e direção artística, inclusive por sua dupla formação universitária, além de possuir mestrado em Cinesiologia (ciência que estuda o movimento humano) e Psicologia, trazendo o olhar sobre a técnica, performance e desenvolvimento humano na dança. 

Ações gratuitas

Assim como nas edições anteriores, a MOC Dança PE realiza atividades abertas ao público. Este ano, estão entre elas a feira de materiais/acessórios de dança, com expositoras e expositores locais, e as apresentações culturais de grupos artísticos do estado. Ambas as ações compõem a programação no Teatro Luiz Mendonça. 

Lançamento de livro infantojuvenil com inclusão

Durante a MOC, a obra “Diva e o sonho de ser bailarina” (editora Prazer de Ler/Construir) será lançada e apresentada pela autora pernambucana Sâmia Véras, natural de Olinda. Além de pedagoga e ativista da causa de enfrentamento e combate à gordofobia no estado, ela é a primeira autora do Nordeste a publicar um livro de literatura infantojuvenil com foco na gordofobia na infância. A escritora traz justamente essas reflexões sobre a luta contra o preconceito e a discriminação contra pessoas gordas, a valorização da diversidade corporal e o respeito para com a outra pessoa. 

Interior do Estado 

A interiorização está no circuito da MOC, que já foi realizada no ano de 2026 no Agreste (Caruaru - Teatro Rui Limeira, Sesc) e Sertão (Petrolina - Teatro Dona Amélia). Atuar em outras regiões e novos municípios do interior de Pernambuco é um dos objetivos da mostra, como compartilhamento do acesso à informação e transformação social. 

Equipe de júri nacional da mostra competitiva

Vale reforçar a presença da artista e professora Briê, natural do Recife, que, além de criadora da Escola Twerk Recife (1ª de Pernambuco), é referência nas danças urbanas, sobretudo no twerking e na cultura hip hop, em nível nacional e internacional (primeira brasileira a representar o país mundialmente no twerk) como dançarina/competidora e jurada. Ela também atua em aulas, palestras, formações, cursos, festivais etc. 

Já Harry Gavlar (nascido em São Paulo), atualmente no Balé da Cidade de São Paulo e há mais de 15 anos no ensino da dança (formação e preparação), tem vivências no ballet clássico e na cena contemporânea, além da formação pela Royal Academy of Dance. 

Também de origem paulista, André Malosá é natural de Piracicaba (SP). Formado pela Escola Estatal de Dança da Ópera de Viena (Áustria) e com experiências internacionais por companhias da França e da Espanha, ele já participou de outras edições da mostra e continua contribuindo para o crescimento da MOC. Atualmente é diretor da PRIDANSP (Prêmio Internacional de Dança de São Paulo - festival já premiou mais de 50 bailarinos e bailarinas); organizador do PDP (Prêmio de Dança do Piauí); criador do Brasil Dançante; bailarino da Jovem Ballet da França e Ballet da Comunidade de Madrid (Espanha); professor e jurado em competições nacionais e mundiais. 

Convidadas da palestra

Larissa Nunes é fisioterapeuta, licenciada em Dança pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), com especialização em Educação Inclusiva e Neuropsicomotricidade (ciência que integra o funcionamento neurológico, o corpo, a mente e o movimento). Também fisioterapeuta com atuação científica na dança, Mayara Nunes tem certificação em Pilates e metodologias de educação e movimento, aprofundando a integração entre fisioterapia e dança. Já Letícia Franciele é pedagoga, Psicopedagoga (área que investiga, previne e trata dificuldades e transtornos de aprendizagem) e professora de dança inclusiva.  

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO

Junho

Abertura 

04/06 (quinta-feira) - 20h

Palestra online (tema: “Dança e educação: caminhos para a inclusão”), - link no perfil oficial da mostra - transmissão ao vivo do Teatro Luiz Mendonça

Profissionais participantes: Larissa Nunes (PE), Mayara Nunes (PE) e Letícia Franciele (SP)

Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu, Avenida Boa Viagem)  

Horário: 13h

05/06 (sexta-feira): jazz, acrobáticas e contemporânea (mostra competitiva)

06/06 (sábado): neoclássico, estilo livre e populares (mostra competitiva) 

07/06 (domingo): ballet de repertório, clássico livre, internacionais, urbanas e sapateado (mostra competitiva)

Ingressos: R$ 100 (inteira), R$ 70 (social - entrada mediada a doação de 1kg de alimento não perecível) e R$ 50 (meia-entrada)

Classificação indicativa: livre

Teatro do Parque (rua do Hospício, nº 81, bairro da Boa Vista) 

11/06 (quinta-feira): mostra livre/não competitiva - 19h

14/06 (domingo): Bailarinos na Roça (apresentação de São João - mostra especial) - 15h30

Entrada: preço único/social (R$ 35 + 1kg de alimento não perecível). 

Classificação indicativa: livre