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O editorial publicado pelo site A Terra é Redonda afirma que as Eleições de 2026 representam um divisor de águas decisivo para a manutenção do Estado Democrático de Direito no Brasil. Segundo o manifesto, a disputa vai além do pleito convencional, colocando em risco a soberania nacional diante da ameaça de avanço da extrema direita e de projetos autoritários inspirados no neofascismo internacional.
O avanço da extrema direita e a pós-verdade
Conforme a análise editorial, o país enfrenta uma ofensiva coordenada liderada pela extrema direita global. O texto destaca que discursos embasados na pós-verdade e no uso intensivo das redes sociais buscam distorcer a realidade, apresentando pautas conservadoras como soluções democráticas enquanto escondem suas reais intenções de enfraquecimento das instituições públicas.
O documento direciona críticas diretas ao senador Flávio Bolsonaro, acusando sua pré-candidatura de encarnar a continuidade do projeto político de seu pai, Jair Bolsonaro. O texto aponta a omissão do ex-presidente durante a pandemia de covid-19 e adverte que uma eventual vitória bolsonarista significaria a anistia dos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro.
Riscos ao Judiciário e ao tecido social
Além do impacto político, o manifesto prevê desdobramentos graves para o Poder Judiciário. Com a possibilidade de nomeação de novos ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF) em um eventual governo conservador, haveria a consolidação de uma maioria alinhada à autocracia, comprometendo a independência entre os poderes e a própria realização de eleições livres futuras.
O editorial alerta ainda para retrocessos socioeconômicos profundos, como o desmonte de programas sociais como o Bolsa Família, a privatização de empresas estratégicas como Petrobras e Correios, e a degradação ambiental. O texto aponta o risco de submissão da política externa brasileira a interesses internacionais, citando o alinhamento com a agenda política dos Estados Unidos.
A urgência da unidade progressista
Diante desse cenário, a publicação defende abertamente o apoio à candidatura da chapa formada por Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin. Para os autores, defender a reeleição de Lula e garantir uma bancada progressista no Congresso Nacional são passos fundamentais para proteger a Constituição e conter o avanço do crime organizado na política.
A análise conclui reforçando que o voto nas forças democráticas não se limita a uma escolha partidária, mas sim a um compromisso histórico em defesa da soberania nacional, do Sistema Único de Saúde (SUS), da educação pública e dos direitos trabalhistas contra a barbárie e o autoritarismo.
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