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Matrizes do samba e memória negra
Partido alto, samba de terreiro e samba-enredo seguem presentes em rodas, quadras, terreiros, quintais e outros espaços de convivência do Rio de Janeiro. As três formas de expressão são reconhecidas como Patrimônio Cultural do Brasil.
Patrimônio cultural e território
O samba que se consolidou no início do século 20 nasceu ligado aos morros, subúrbios, terreiros e comunidades populares. Mais do que gêneros musicais, suas matrizes reúnem oralidade, improvisação, canto, dança, ritmo e criação coletiva.
No partido alto, os partideiros se alternam na criação de versos enquanto o coro sustenta o refrão. O samba de terreiro se organiza em espaços comunitários e fala do cotidiano, dos afetos, das desigualdades e das relações sociais. Já o samba-enredo articula música, letra, percussão, dança e artes visuais para contar histórias nos desfiles.
As Matrizes do Samba no Rio foram registradas no Livro de Registro das Formas de Expressão em 20 de novembro de 2007. Em 25 de março de 2025, o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural aprovou a revalidação do título.
A permanência dessas práticas mostra que ancestralidade não é passado parado. É conhecimento que circula entre gerações e se atualiza no corpo, na voz, na roda e no território. O samba mantém viva uma tecnologia comunitária de memória e criação negra.
Fonte: Ministério da Cultura.
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