Mulheres Negras Lideram Comunidades na Baixada Santista

Um estudo recente realizado pelo Instituto Elos revelou que 70% das lideranças comunitárias nos municípios de Santos, São Vicente, Guarujá, Cubatão e Peruíbe, na Baixada Santista, são mulheres autodeclaradas negras. Esse grupo representa a maioria das vozes que guiam suas comunidades, apesar dos desafios significativos que enfrentam.

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De acordo com o levantamento, 96% dessas líderes não possuem renda pessoal, destacando a realidade de vulnerabilidade social que muitas enfrentam. Além disso, 62% delas acumulam mais de duas décadas de experiência como líderes, enquanto 61% têm mais de 50 anos de idade.

Desafios e Conquistas das Lideranças Negras

Entre os principais desafios mencionados pelas líderes comunitárias estão a falta de acesso a recursos financeiros para manter suas associações e a escassez de políticas públicas adequadas. Para 70% das entrevistadas, a ausência de suporte governamental é um obstáculo significativo que limita suas iniciativas de fortalecimento comunitário.

A pesquisa, lançada durante a semana do Dia da Educação Humana Não Sexista, ressalta a importância do trabalho realizado por essas mulheres, que não apenas lideram, mas também cuidam social e coletivamente de suas comunidades. Natasha Gabriel, diretora de projetos do Instituto Elos, enfatizou que muitas dessas líderes exercem suas funções sem qualquer remuneração pessoal, mesmo dedicando-se intensamente ao trabalho comunitário.

“É crucial reconhecer o papel fundamental dessas mulheres negras como agentes de transformação socioambiental. Elas não apenas enfrentam desafios diários, mas também promovem valores como diversidade, solidariedade e cooperação em suas comunidades”, destacou Natasha.