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A Orquestra Iorubá de Pernambuco ocupa o bairro de Peixinhos (Quilombo do Catucá - Recife/PE), com o objetivo de visibilizar o protagonismo das pessoas da própria comunidade e bairros vizinhos por meio da arte-educação. As atividades artísticas e culturais, como oficinas e shows, são realizadas nas proximidades do Nascedouro de Peixinhos, equipamento público com mais de 100 anos de história e que fica nos limites entre Recife e Olinda. Inclusive, o Nascedouro pede socorro há um tempo.
Conheça a Orquestra Iorubá de Pernambuco @orquestra_ioruba_de_pe
Entre as iniciativas da Orquestra, que é autoral e independente, está a da apresentação em conjunto com as crianças e adolescentes da Escola Municipal Monteiro Lobato, onde justamente aconteceu o show, em Peixinhos. Este espetáculo, por exemplo, ocorreu como culminância do projeto “Oficina e Concerto - Aula da Orquestra Iorubá de Pernambuco”. As crianças e adolescentes são a atração principal, com o desafio de reproduzir sons e ritmos adquiridos nas oficinas de canto, flauta doce e percussão.
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As vivências na “Oficina e Concerto- aula" foram facilitadas por diversas mãos pernambucanas: maestro Parrô Mello, Mestre Maia, ambos líderes da Orquestra Iorubá de Pernambuco, a cantora e musicista Marcela Souza e os músicos Tiago Marques e Hudison Tálison.
Parrô Mello ficou à frente da coordenação do projeto e da oficina de flauta doce, em parceria com Tiago Marques, enquanto Mestre Maia e Hudison fizeram a facilitação dos encontros de percussão. Já Marcela Souza realizou as aulas de canto. Com todas as atividades gratuitas, a “Oficina e Concerto - Aula da Orquestra Iorubá de Pernambuco” foi contemplada no edital da Lei Paulo Gustavo Pernambuco (LPG), pelo município Recife, com o incentivo financeiro do Governo do Estado de Pernambuco por meio da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-PE), via LPG direcionada pelo Ministério da Cultura - Governo Federal.
“A feitura dessas atividades educativas é também uma celebração à memória, à música, à ancestralidade e ao saber do povo afro-brasileiro. As oficinas são formadas por pessoas da própria comunidade de Peixinhos (Quilombo do Catucá) e da escola”, declara Parrô Mello.
Mais do que técnica musical, a formação artístico-cultural também tem como narrativa o legado, a identidade cultural e o resgate dos antepassados históricos, além do que existe de atual e de novo na arte e música pernambucana, sobretudo na cultura popular.
“Esses momentos possibilitam o pertencimento e a valorização das raízes da cultura negra e ancestral na comunidade, por meio de uma intervenção cultural de fortalecimento, para a formação de crianças e adolescentes dentro do próprio território quilombola, no Nascedouro de Peixinhos, onde tem uma escola nas proximidades”, acrescenta Maia.
Os oito encontros da “Oficina e Concerto- aula” totalizaram 32 horas/aula. Todas as atividades formativas deste respectivo projeto ocorreram às segundas, quartas e sextas-feiras na Escola Monteiro Lobato, como um espaço de resistência cultural e de criação de conexões.
“Em um "palco" de aprendizado para transformar vidas, num território cheio de histórias e desafios, as aulas foram um acesso e uma oportunidade à cultura para as pessoas da comunidade quilombola e bairros vizinhos. A Orquestra Iorubá de Pernambuco tem a consciência de que com arte-educação a identidade da cultura afrobrasileira, afroindígena e ancestral é fortalecida, atualizada e resgatada como memória e legado”, pontua Parrô.
Conexão Brasil-África
Em um dos encontros, articulado por João Monteiro, a delegação de Abomey, cidade do Benin, na África, vivenciou a ação formativa. K.L Antoine Djédou (prefeito de Abomey), Mr. Eric Dagba, Guy Mesmin Behanzin (da prefeitura de Abomey) e Dozo Malemba (tradutor) visitaram a escola Monteiro Lobato. Na ocasião, diversas apresentações foram realizadas, como circo, música, teatro, capoeira, e as audições dos alunos das oficinas da Orquestra Iorubá.
A vivência com as pessoas de Abomey, terra de reis e rainhas e com diversidade cultural do continente africano, trouxe a busca por um futuro mais ancestral com potência no campo da educação, da tecnologia e principalmente da cultura.
“A feitura dessas atividades educativas é também uma celebração à memória, à música, à ancestralidade e ao saber do povo afro-brasileiro. As oficinas são formadas por pessoas da própria comunidade de Peixinhos (Quilombo do Catucá) e da escola”, declara Parrô Mello.
Mais do que técnica musical, a formação artístico-cultural também tem como narrativa o legado, a identidade cultural e o resgate dos antepassados históricos, além do que existe de atual e de novo na arte e música pernambucana, sobretudo na cultura popular.
“Esses momentos possibilitam o pertencimento e a valorização das raízes da cultura negra e ancestral na comunidade, por meio de uma intervenção cultural de fortalecimento, para a formação de crianças e adolescentes dentro do próprio território quilombola, no Nascedouro de Peixinhos, onde tem uma escola nas proximidades”, acrescenta Maia.
Os oito encontros da “Oficina e Concerto- aula” totalizaram 32 horas/aula. Todas as atividades formativas deste respectivo projeto ocorreram às segundas, quartas e sextas-feiras na Escola Monteiro Lobato, como um espaço de resistência cultural e de criação de conexões.
“Em um "palco" de aprendizado para transformar vidas, num território cheio de histórias e desafios, as aulas foram um acesso e uma oportunidade à cultura para as pessoas da comunidade quilombola e bairros vizinhos. A Orquestra Iorubá de Pernambuco tem a consciência de que com arte-educação a identidade da cultura afrobrasileira, afroindígena e ancestral é fortalecida, atualizada e resgatada como memória e legado”, pontua Parrô.
Conexão Brasil-África
Em um dos encontros, articulado por João Monteiro, a delegação de Abomey, cidade do Benin, na África, vivenciou a ação formativa. K.L Antoine Djédou (prefeito de Abomey), Mr. Eric Dagba, Guy Mesmin Behanzin (da prefeitura de Abomey) e Dozo Malemba (tradutor) visitaram a escola Monteiro Lobato. Na ocasião, diversas apresentações foram realizadas, como circo, música, teatro, capoeira, e as audições dos alunos das oficinas da Orquestra Iorubá.
A vivência com as pessoas de Abomey, terra de reis e rainhas e com diversidade cultural do continente africano, trouxe a busca por um futuro mais ancestral com potência no campo da educação, da tecnologia e principalmente da cultura.
FONTE/CRÉDITOS: Foto: Marília Vilas Boas
Publicado por:
Daniel Lima
Comunicador social & jornalista. De Caruaru/PE, criado no Recife. Atua com assessoria de imprensa artístico-cultural e atualmente é assessor de imprensa/mídias sociais do Coco Raízes de Arcoverde/PE.
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