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Quinta-feira, 12 de Março 2026

Notícias/ARTE

Álbum Berro do Bode celebra existência do samba de coco em Arcoverde com a canção Segura o Trupé

Cantor e compositor Vertin lança obra musical autoral, com presença de Kell Calixto nas gravações dos instrumentos percussivos e na banda; artistas ampliam parceria e fortalecem relação com Sertão de Pernambuco @vertin.moura @kellcalixto11

Álbum Berro do Bode celebra existência do samba de coco em Arcoverde com a canção Segura o Trupé
Foto : Lucas Carduz
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O artista Vertin é um interiorano do Nordeste, natural de Juazeiro/BA (sertão norte do estado da Bahia/BA) e criado em Arcoverde/PE (sertão do Moxotó). No Recife, formou-se em Filosofia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Na música autoral, o cantor, compositor e músico lança o álbum “Berro do Bode”, sua obra de estúdio de número quatro na discografia da carreira solo (ouça). Entre as 12 faixas do novo disco está “Segura o Trupé”, uma conexão direta com Arcoverde, a terra do samba de coco, onde existe a tradição e mais de dez grupos do gênero. 

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Referência percussiva e ancestral, o trupé é justamente a dança e o ritmo dos pés com tamancos de madeira nos tablados. No álbum, Vertin amplia a parceria com o arcoverdense Kell Calixto,  cantor, dançarino e musicista do Samba de Coco Raízes de Arcoverde (1992), indicado ao Prêmio da Música Brasileira em 2025. Inclusive, Kell atua como baterista da banda que acompanha Vertin, e também assume no disco “Berro do Bode” as gravações dos instrumentos percussivos: bateria, ganzá, surdo, tamanco (trupé), pandeirola, timbal e alfaia, 

“É nesse álbum que mais converso com o universo dos cocos de Arcoverde, sobretudo pela parceria com Kell Calixto, filho da cantora e compositora Iran Calixto, neto do mestre Damião Calixto (Patrimônio Vivo de Arcoverde) e sobrinho do mestre Assis Calixto (Patrimônio Vivo de Pernambuco). Ele (Kell) coloca em ‘Segura o Trupé’ toda essa identidade e musicalidade da cultura popular de raiz”, acrescenta Vertin. 

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Todas as composições do “Berro do Bode” são assinadas por Vertin, que faz a produção musical em parceria com Lucas Crasto, também na banda. Já a mixagem e a masterização foram realizadas pelo profissional Janja Gomes, no Estúdio Medusa (São Paulo). O álbum foi gravado nos estúdios Sítio Terra Viva (Arcoverde), Acervo (São Paulo) e no estúdio do próprio Lucas Crasto (Recife/PE). 

Além do mais, Vertin gravou os contrabaixos, violões, bandolins, guitarras, piano e até a programação de bateria. Lucas Crasto (contrabaixo, programação eletrônica e efeitos), João Leopoldo (teclados), Hugo Schuler (contrabaixo e vocais), Scott Moughton (guitarras e colaboração de arranjo), Ander Peterson (saxofone) e André Machado III (colaboração de arranjo) também são músicos da gravação do álbum. 

“Chame você do que quiser, o bode berrou, agora escute! Em ‘Berro do Bode’, eu sou o bode, em estado de bode, sagrado e profano, cantando e berrando. Cético mas sincrético, ‘o bezerro gritando mamãe’. O animal político, sim, porque a fé, o amor, a filosofia, a ciência e a arte exalam política. O álbum ‘Berro do Bode’ é meu baile, colocando tudo que vivi e ouvi de música até aqui, desde o rock dos anos 80, que ouvi na infância dos anos 90, à MPB, sobretudo a nordestina. A gente une o que mais ama da diversidade rítmica brasileira e do mundo, entre valsa, reisado, toré, trupé, baião, coco, pop, rock, axé, samba, mangue, funk, além do Nordeste psicodélico reconstruindo a musicalidade no álbum, show, espetáculo e performance”, declara. 

As canções do álbum levam os seguintes nomes: Canto do Bode; Segura o Trupé; Norte em Mim Sul Você; Cristal; Salvadora; Berro do Bode; Se Você Quer Saber; Sopro; Into The River; Na Vela do Navio; Ao Tempo Que Pássara. O tempo de duração é de mais de 40 minutos. Algumas músicas têm parceria de composição, entre elas Segura o Trupé, com Feiticeiro Julião (PE); Se Você Quer Saber, em conjunto com Juliano Holanda (PE); e Into The River, assinada juntamente com Julia Sprecher (SP). Outra história é sobre o piano da música Ao Tempo Que Pássara, sendo gravado na casa de Rhaissa Bittar (SP).

O disco reúne como curiosidades a audiodescrição (AD) da capa na faixa final, a partir do recurso de acessibilidade para pessoas com deficiência visual, e a tecnologia na vinheta de abertura, Canto do Bode. Criada por meio da inteligência artificial (I.A), ela traz trechos do poema “Ouço Sinos”, de Nelson Maca (PR). Já a música-título Berro do Bode contém a voz de Nelson Maca, gravada por mensagem de celular e pensada pelo poema “Ouço Sinos”, pegando o trecho do discurso de Fidel Castro na ONU realizado em 1960.

“Trato esse álbum realmente como um bailão porque é uma obra única que junta todas as influências possíveis da minha vida e carreira artística. O bode começa na novena do sertão e toda uma caminhada de mundo é apresentada. Ele chega no mar do Recife, vê o Cristo Redentor no Rio de Janeiro, vai a Salvador para ver de perto o axé, conecta-se com o orixá Oxossi, descobre que a criminalidade maior do mundo está na política em Brasília, flerta com a música dos anos 80, das Diretas Já, daquela coisa do Brasil saindo da ditadura, chega na música soul (gringa) com um rock progressivo e pitadas do jazz, indo até a poesia mais existencialista em conexão com a filosofia. Então ‘Berro do Bode’ é um bailão por se tratar de um diálogo musical e poético com o Brasil e o mundo”, pontua.

“Berro do Bode” tem o incentivo público, com o financiamento do edital Funcultura (Fundo de Incentivo à Cultura de Pernambuco), por meio do Governo de Pernambuco, Fundarpe e Secretaria de Cultura (Secult-PE). Ainda neste ano de 2026, a continuidade da obra é certa com lançamentos de audiovisual (clipe e faixa a faixa).

Os álbuns anteriores de Vertin são “Filhosofia” (2012), “Pássaro Só” (2018) e “O Que é Possível” (2023). Na arte, também faz cinema, tanto na direção como na função de ator (premiado no filme Sertânia), e dialoga com pautas da educação.

*Shows de lançamento*

Vertin reproduz as músicas do “Berro do Bode”, juntamente com uma banda, em dois shows gratuitos no interior do Estado de Pernambuco, ambos com recursos de acessibilidade em Libras e Audiodescrição para as pessoas com deficiência auditiva e visual. No dia 5 de março (quinta-feira), a apresentação ocorre no Teatro Rui Limeira/Sesc Caruaru (rua Rui Limeira Rosal, s/n - bairro Petrópolis), às 20h. Depois do Agreste, vai ao Sertão para se apresentar no Teatro Geraldo Barros/Sesc Arcoverde (rua Capitão Arlindo Pacheco, nº 364, Centro), às 20h do dia 6 de março (sexta-feira).

Nos shows-espetáculos do disco, Vertin canta e toca violão 12 cordas, sendo acompanhado por Lucas Crasto (contrabaixo), Kell Calixto (bateria e percussão), Phillippi Oliveira (guitarra) e Olegário Lucena (guitarra e violão 12 cordas). A equipe técnica das apresentações é composta pelos profissionais João Guilherme de Paula (iluminação), Adriano Galvão (som) e Carlinhos Boca (contrarregra).

*05 de março de 2026 (quinta-feira)*
Local: Sesc Caruaru, Teatro Rui Limeira Rosal (rua Rui Limeira Rosal, s/n - bairro Petrópolis)
Horário: 20h

*06 de março (sexta-feira)*
Local: Sesc Arcoverde, Teatro Geraldo Barros (rua Capitão Arlindo Pacheco, nº 364, Centro)
Horário: 20h

*Corpo, Pensamento e Música*

A filosofia está presente no dia a dia de Vertin, que atua como professor e arte-educador nos próprios projetos artístico-culturais. Ele leva a oficina “Corpo, Pensamento e Música” para estudantes da Escola de Referência em Ensino Médio de Arcoverde (Erema), no bairro da Boa Vista. O encontro acontece no dia 2 de março (segunda-feira).

*“Berro do Bode” - ficha técnica*

Vertin: produção musical, composições, voz, contrabaixos, violões, bandolins, guitarras, programação de bateria, piano
Kell Calixto: bateria, ganzá, surdo, tamanco, pandeirola, timbal e alfaia
Lucas Crasto: coprodução musical, contrabaixo, programação eletrônica e efeitos
João Leopoldo: teclados
Hugo Schuler: contrabaixo, vocais e colaboração visual
Scott Moughton: guitarras e colaboração de arranjo
Ander Peterson: saxofone
André Machado: colaboração de arranjo
Feiticeiro Julião: parceria na composição Segura O Trupé
Juliano Holanda: parceria na composição Se Você Quer Saber
Julia Sprecher: parceria na composição Into The River
Janja Gomes: mixagem e masterização no Estúdio Medusa (São Paulo)
Estúdios Sítio Terra Viva (Arcoverde), Acervo (São Paulo) e Lucas Crasto (Recife): locais de gravação
Vinheta de abertura: fragmentos do poema “Ouço Sinos”, de Nelson Maca, e “Novena” (criação usando I.A)
Nelson Maca: voz de mensagem de celular (fragmentos do poema “Ouço Sinos”)
Introdução - trecho do discurso de Fidel Castro na ONU (1960)
Piano da música Ao Tempo Que Pássara: gravado na casa de Rhaissa Bittar
Alexandre Melo: produção executiva
Hudson Wlamir: administração do projeto
Mayara Menezes: financeiro
Bianca Carvalho: projeto gráfico
Silvia Feola: figurino e colaboração visual
Lucas Carduz: fotos
Incentivo público: financiamento do edital Funcultura (Fundo de Incentivo à Cultura de Pernambuco), por meio do Governo de Pernambuco, Fundarpe e Secretaria de Cultura (Secult-PE).

Daniel Lima

Publicado por:

Daniel Lima

Comunicador social & jornalista. De Caruaru/PE, criado no Recife. Atua com assessoria de imprensa artístico-cultural e atualmente é assessor de imprensa/mídias sociais do Coco Raízes de Arcoverde/PE.

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