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Desde 1995, quando foi fundado, o Instituto AMMA Psique e Negritude, localizado no Sumaré, zona oeste paulistana, desenvolve estratégias para identificação e desconstrução do racismo e seus efeitos psicossociais por meio de uma formação e prática clínica, ou seja, através da educação antirracista de profissionais da área de saúde mental.
A ideia de um núcleo de pensamento psicorracial foi moldada por quatro mulheres negras que vivenciaram a ascensão do movimento negro brasileiro a partir dos anos 1970. No manifesto, a organização defende sua maior bandeira ao afirmar que o racismo, além de violar direitos sociais, prejudica a saúde psíquica das pessoas afetadas por ele, podendo fazê-las desenvolver sintomas psicossomáticos, inibições e uma autoimagem distorcida.
"Não podemos falar de racismo e deixar de lado a saúde mental do afetado, o povo negro", diz a psicóloga Maria Lúcia da Silva, 73, uma das coordenadoras do Instituto. Agora, o instituto embarca em novos desafios: a transição geracional e a expansão da sua atuação para a área da pesquisa, afirma Jussara Dias, 65, membro da velha-guarda fundadora do espaço. "A missão permanece a mesma, queremos ser conhecidos como referência em pesquisa e formação na área de psicologia e relações raciais", pontua.
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Folha de São Paulo
Adaptação: @mananebarbosa
FONTE/CRÉDITOS: Alma Preta
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