Mesmo lançando seu primeiro EP, Ohana pode ser considerada uma MC veterana na cena de Belo Horizonte. Atuante desde 2008, a rapper integrou grupos, coletivos e participou dos trabalhos de artistas relevantes da cena mineira, do rap e de outros segmentos musicais, com destaque para a participação no álbum “História do Mundo”, do cantor e compositor Sérgio Pererê, além de assinar uma das canções da trilha sonora do premiado Marte Um, filme icônico do cinema brasileiro. 2015 é o ano que marca a chegada do seu primeiro single “Que Assim Seja” e, após diversas participações e outros trabalhos, finalmente, em 2024 a artista apresenta seu primeiro trabalho solo, o EP intitulado Telas & Tracks.

Com cinco faixas, o trabalho tem a produção assinada pela DJ Pat Manoese, que também acompanha Ohana nos shows. O trabalho conta ainda com a participação especial da rapper, cantora e compositora Paula Ituassú e do DJ e produtor musical Enecê na faixa "Future is Female", uma ode ao empoderamento feminino e ao grito de força e resistência ao patriarcado, racismo, LGBTQIAPfobia e toda e qualquer discriminação ou violência.  Telas & Tracks chegou às plataformas digitais no dia 20 de janeiro com show de lançamento no Teatro Espanca (Rua Aarão Réis, 542 - Centro, Belo Horizonte)  às 19h. 

Acesse: https://open.spotify.com/intl-pt/artist/3zukaaJeUoCWPUVh4nUGc2?si=ECXac8gxT6u6HZR7myM7DA 

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(Créditos: Pablo Bernardo)

Criação do álbum

O processo de construção do EP durou quatro anos, e o resultado é um trabalho que transita entre sonoridades que percorrem as vertentes da música negra e traz como influências Jorge Ben Jor, Youn, Tássia Reis, Jill Scott e Erykah Badu. Cada faixa do EP eleva ainda mais a poesia tátil, as letras quentes, a dissecação do ser mulher e a musicalidade única criada por Ohana e Pat Manoese. 

“Esse lançamento é importante por ser o primeiro trabalho fechado, conceituado, sendo lançado por mim, meu primeiro EP. É um trabalho que foi consolidado ao longo de 4 anos, inicialmente ele seria lançado em 2020, com a pandemia foi impossível finalizar e lançar o trabalho. Hoje, junto de muito apoio e parcerias, esse trabalho se concretiza em janeiro de 2024”, explica Ohana. A criação em parceria com Pat Maonese resultou em um disco diverso, com experimentações que mesclam gêneros diferentes da música negra mundial.

“Eu e Pat Manoese somos amigas e trabalhamos juntas há alguns anos, quando ela iniciou na produção musical fomos aos poucos produzindo os beats de cada faixa e aprimorando conforme nossas referências e novas experiências musicais, como nos desenvolvemos artisticamente e como queríamos que cada track soasse. A faixa Frisson é um ótimo exemplo de como queríamos explorar a fusão do house com o vogue junto da lírica, mas também deixando um solo para sample como é tão tradicional no rap e esse mesmo solo para que cada dançarine pudesse vivenciar sua dança como quiser”, conclui Ohana.

Ficha técnica

Direção geral: Suellen Sampaio

Direção de arte: Felipe Palma

Styling: Taiane Zico e Felipe Palma

Cenário: Camila Alda

Cabelo: Nzambi Beauty

Maquiagem: Junior Silva

Design: Raique Nic

Visuais: Natacha Vassou e Lucas Espeto

Foto: Pablo Bernardo

Cobertura de Making Off: Virginia Dandara

Comunicação: Izabela Laurico

Assessoria de comunicação: Aclive Comunicação

Produção musical: Pat Manoese 

Composição: Ohana

Músicos convidados: Enecê e Paula Ituassú

Mix/Master: Preto C

Parceria: Brechó Belle Espoque, Agomide, Acessórios Contraste 

Apoio: Teatro Espanca, 2Black Beer

Sobre:

Natural de Contagem e residente em Belo Horizonte, iniciou no hip hop em 2008, inspirada pela bisavó Maria Rosa Cabral e suas raízes musicais familiares. Suas influências incluem samba, neo-soul, mpb e funk, moldando sua identidade artística desde a infância.

Ohana acumula 15 anos de experiências como produtora cultural, integrante do coletivo Bronx 73 e MC do grupo Original Zion. Em 2015, participou da coletânea "Desconstrução" com a faixa "Que Assim Seja". Em 2020, lançou "Vem Balançar", seu primeiro single solo, e o videoclipe foi finalista na categoria de Melhor Videoclipe Nacional Gravado no Lockdown do Music Video Festival.

Em 2021, contribuiu para a trilha sonora do filme "Marte Um" com a música “Azul”, explorando sua versatilidade vocal. Participou de outras colaborações, como “Sabor de Café” para o projeto Black na Live, “Responsabilidade” com a banda Julgamento, e na faixa “Terra e Lua”, no álbum “História do Mundo” de Sérgio Pererê.