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Thiaguinho falou sobre a amizade e a parceria musical com Preta Gil ao participar da série Meu Nome é Preta, que estreia em 20/07 no Globoplay. No trecho divulgado, o cantor analisa a voz, o repertório e a presença de palco da artista e ressalta a relevância da produção, que chega na data que marca um ano da morte da cantora.
No depoimento, Thiaguinho enfatiza a singularidade artística de Preta Gil diante da influência familiar: “É muito difícil criar uma personalidade vocal e imprimir o próprio jeito de cantar, ainda mais sendo filha de alguém que já tem uma identidade musical tão marcante como a de Gilberto Gil”, diz o cantor. “Mas ela fez isso: cantou do jeito dela, com um repertório que era a sua cara. A Preta era um gênero musical.”
O cantor menciona também a canção “Sinais de Fogo”, composta por Ana Carolina, como um dos marcos do repertório de Preta, mantida em suas apresentações e usada em homenagens após sua morte.
Dueto, palco e emoção
Thiaguinho relembra encontros nos palcos e destaca que os registros das apresentações resumem a relação de afeto entre os dois: “Em todos os vídeos meus com a Preta, nós estamos cantando juntos, abraçados e de mãos dadas”. Entre esses momentos, ele recorda o convite para que Preta interpretasse “Estrela”, composição de Gilberto Gil.
Segundo Thiaguinho, Preta inicialmente hesitou por considerar “uma responsabilidade muito grande” cantar uma música do pai, mas no momento da apresentação se emocionou e chorou: “Quando cantou, se emocionou e chorou muito. Foi um momento muito forte para ela.” O depoimento chama atenção ainda para a forma como a artista transformava shows em comunicação direta com o público, indo além do repertório pela maneira de ocupar o palco.
Exibição, produção e projeto editorial
Meu Nome é Preta é uma série Original Globoplay dividida em quatro episódios que revisita diferentes fases da vida da cantora por meio de imagens de arquivo e depoimentos de familiares, amigos e parceiros de trabalho. O primeiro episódio poderá ser assistido gratuitamente; os capítulos seguintes serão publicados às segundas-feiras, com exceção do quarto episódio, marcado para 8 de agosto, dia em que Preta Gil completaria 52 anos.
A série tem direção de Mini Kerti e produção da Conspiração, e reúne depoimentos de nomes como Gilberto Gil, Flora Gil, Bela Gil, Fran Gil, Ivete Sangalo, Ana Carolina, Regina Casé, Carolina Dieckmann, Gominho e Duh Marinho. A produção é assinada por Carolina Jabor, Luísa Barbosa e Renata Brandão, com roteiro de Victor Nascimento e produção associada de Flora Gil.
A estreia integra o projeto Quanto Mais Preta Melhor, criado pela Globo para reunir homenagens à trajetória de Preta Gil. Na mesma data, a TV Globo exibirá o filme documental Preta – Eu Não Ando Só, que acompanha o período de tratamento contra o câncer a partir de vídeos gravados pela própria cantora, por familiares e por amigos que formaram sua rede de apoio. O documentário tem direção artística de Monica Almeida, direção de Sandra Kogut, roteiro de Renato Terra, produção executiva de Fernanda Neves e produção de Elaine Sá.
As iniciativas em streaming e TV — com depoimentos, arquivos e registros pessoais — estão colocadas como formas de preservar a memória coletiva da cantora, reforçar protagonismo negro na cultura e ampliar a representatividade nas telas ao reunir diferentes plataformas para a homenagem.
Meu Nome é Preta estreia em 20/07 no Globoplay, com o primeiro episódio disponível gratuitamente e os demais lançados semanalmente, encerrando a série com o episódio final em 8/08.
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