A Escola O Poste de Antropologia Teatral realiza a estreia do espetáculo autoral “Ẹbọ como oferenda: receba o que tenho a dizer” (classificação indicativa: 18 anos de idade), com duas apresentações no próprio Espaço O Poste, nos dias 21 (sexta-feira) e 22 de novembro (sábado), ambas às 19h (endereço: rua do Riachuelo, nº 641 - bairro da Boa Vista, centro do Recife). Os ingressos custam R$ 15  (meia-entrada) e R$ 30 (inteira). A direção da peça é da pernambucana Agrinez Melo. 

Com a realização coletiva do espetáculo, pela Ocupação Espaço O Poste, estudantes adultos da Escola O Poste de Antropologia Teatral do ano de 2025 concluem as atividades, criadas a partir da ideia da contracolonização. As aulas começaram no mês de junho deste ano. 

“Sempre existe toda uma atmosfera para essa conclusão, onde o ritual do teatro, as ações físicas e as energias da performance do corpo ancestral, de retomada e com raízes nas culturas negra e indígena, levam aos movimentos da cena por meio de uma diversidade de corpos e gêneros”, destaca Agrinez Melo. 

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No elenco, estão Lais Alves, Carícia Nomy, Chell Moriim, Brenda Lima, Mariana Carresi, Malu Jácomo, Lucas Ferr, Wagner Montenegro, Cecília Tenório, Cas Almeida, Iza Karina, Mylena Reis, HBlynda Morais, Thajjana Lourenço, Gabriel Ferreira, Roby Nascimento. Essas mesmas pessoas também assumem a criação do figurino e a execução sonoplastia da trilha sonora, com composição musical assinada por Chell Moriin.

Além de Agrinez Melo, Gabrielle Conde, Iara Sales e Naná Sodré atuaram como professoras juntamente com o professor Samuel Santos. A formação tem como base vivências poéticas que valorizam saberes afropindorâmicos (conceito do líder quilombola e escritor Nego Bispo, em memória). Dentro deste envolvimento, houve o repasse de conhecimentos como concepções de Performance do Corpo Ancestral (pesquisa do grupo O Poste); Performer Ancestral; Poética Matricial dos Orixás e Encantados; Capoeira no Jogo do Ator; Tradição Indígena; Voz Criativa; Dramaturgia (texto) e Figurino Ancestral.

“Quem está concluindo a Escola O Poste de Antropologia Teatral quer recepcionar o público com suas performances na cena, gestos, palavras, festas, gargalhadas de amor e protesto. Estamos coletivamente espiralando, trançando, cantando, dançando e celebrando as novas narrativas possíveis e reais do teatro”, declara Agrinez Melo, também à frente da assessoria do figurino. 

Da língua iorubá, originária da África e falada principalmente na Nigéria, Ẹbọ significa presente, oferta e despacho. O espetáculo de teatro “O Ẹbọ como oferenda: receba o que tenho a dizer” é um encontro entre as dramaturgias de corpo e de fala (texto), sentidas por diferentes realidades, numa encruzilhada. 

A Ocupação Espaço O Poste está com o incentivo público do programa Funarte de Apoio a Ações Continuadas 2023 - Espaços Artísticos. Por conta deste edital, é possível continuar a ocupação em 2025, com espetáculos das culturas negra, indígena e popular e espaço para receber uma diversidade de grupos e artistas do Estado de Pernambuco, do país e internacionais. A circulação das atividades ocorre desde o mês de maio deste ano, com apresentação de teatro adulto e juvenil, leitura dramatizada, shows, contação de história, dança, giras de diálogo e movimento circense.

Escola O Poste de Antropologia Teatral

Entre as atividades ao longo do ano estão “Tradições da Mata: Cavalo Marinho e Maracatu de Baque Solto na construção do ator”, com Andala Quituche; “O Corpo Ancestral – Práticas de Treinamento Ancestral do grupo O Poste Soluções Luminosas” e “Voz Criativa”, da autoria de Naná Sodré; “Tradição indígena como preparação para o corpo do ator”, com Iara Campos; “Poética Matricial dos Orixás e Encantados” e “A criação do figurino e acessibilidade em perspectiva acessível de retomada”, ambas da autoria de Agrinez Melo; “O Performer Ancestral” e “Dramaturgia”, com Samuel Santos; “Capoeira no jogo do ator”, assinada por Gaby Conde.

Novembro

No mês da Consciência Negra, o grupo/espaço O Poste celebra 21 anos de existência e resistência. Pela programação de novembro, a Ocupação Espaço O Poste recebe peças de teatro autorais. 

As atividades foram abertas com a realização do espetáculo teatral solo “Eu, Romeu”, da Adorável CIA (RJ), com atuação do ator Marcos Camelo, no dia 14/11. Ainda este mês, no dia 29, a peça “Risos Ancestrais” (BA) chega ao Espaço O Poste com Lua Mandala na direção e atuação. A classificação indicativa é livre, além de ter entrada gratuita, começando às 16h. 


Ocupação Espaço O Poste - espetáculo teatral “Ẹbọ como oferenda: receba o que tenho a dizer” (PE) - Escola O Poste de Antropologia Teatral

Data: 21/11 (sexta-feira) e 22/11 (sábado) 

Local: Espaço O Poste (rua do Riachuelo, nº 641 - bairro da Boa Vista, centro do Recife)

Horário: 19h

Classificação indicativa: 18 anos de idade 

Entrada: R$ 15 (meia-entrada) e R$ 30 (inteira) 

 

Ficha técnica

Realização: Escola O Poste de Antropologia Teatral 2025 

Direção e assessoria de figurino: Agrinez Melo

Professoras e professores: Naná Sodré (“O Corpo Ancestral Dentro da Cena Contemporânea” e “Voz Criativa”); Agrinez Melo (“Poética Matricial Orixás e Encantados” e “Criação do figurino acessível em perspectiva de retomada”); Samuel Santos (“Performer Ancestral” e “Dramaturgia”); Gabrielle Conde (“Capoeira no Jogo do Ator); Iara Sales (“Tradição indígena como preparação para o corpo do ator”)

Elenco: Lais Alves, Carícia Nomy, Chell Moriim, Brenda Lima, Mariana Carresi, Malu Jácomo, Lucas Ferr, Wagner Montenegro, Cecília Tenório, Cas Almeida, Iza Karina, Mylena Reis, HBlynda Morais, Thajjana Lourenço, Gabriel Ferreira, Roby Nascimento

Aluno colaborador figurino: Cristiano Primo

Composição Musical: Chell Moriin

Criação figurino e execução sonoplastia: elenco

Preparação vocal: Naná Sodré

Assessoria (ator performer ancestral): Samuel Santos

Iluminação: Cecília Chá

Fotografia: Dudu Silva