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O Viaduto de Madureira foi palco de uma tarde e noite de homenagem a Ivanir dos Santos, professor e babalawô, que completou 72 anos. Cerca de mil pessoas se reuniram para celebrar uma trajetória marcada pela defesa dos direitos humanos, da igualdade racial, da liberdade religiosa e da justiça social.
Programação e homenagens
A festa começou ao som do tradicional Charme do Rio Antigo, que aqueceu a pista e anunciou o tom festivo do encontro. Em seguida, homenagens públicas alternaram com a Resenha Black Bom. Durante uma apresentação da Black Bom, homens e mulheres desfilaram por um tapete vermelho em uma performance que valorizou a identidade e a autoestima negra; Ivanir foi um dos primeiros a desfilar e foi ovacionado pelo público, entrando na passarela aplaudido e em clima de celebração.
No palco, o tradicional "Parabéns" emocionou os presentes. O encerramento teve show de Dhema, que interpretou clássicos da música brasileira ao lado de Serjão Loroza, mantendo a pista tomada por cantores e frequentadores do charme até o fim da noite.
Presenças, falas e significado
A homenagem reuniu amigos de longa data e lideranças de diferentes setores: estavam presentes a deputada federal Benedita da Silva, a deputada estadual Dani Balbi, o vereador Waldeck Carneiro, além de outros pré-candidatos e lideranças políticas. Intelectuais e figuras históricas do movimento negro também prestigiaram o evento, entre eles Jacques d'Adesky e Medeiros, Clátia Vieira e Ruth Pinheiro. Representantes religiosos como o padre Gege, o pastor Kleber Lucas e a ialorixá Janaína de Ossaim participaram das homenagens, bem como integrantes do Instituto de Pesquisas das Culturas Negras (IPCN), ex-alunos e antigos companheiros da Funabem.
No palco, participaram ainda o deputado estadual Carlos Minc, a deputada estadual Renata Souza e a ativista Mônica Cunha, que ressaltaram a importância de Ivanir como referência na defesa da igualdade racial e da liberdade religiosa. Dhema, ao homenagear o aniversariante, destacou-o como “um homem que construiu sua trajetória com conhecimento, compromisso e respeito às pessoas”.
O doutor em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social e diretor administrativo do IPUB/UFRJ, José Carlos Lima de Campos, afirmou que comemorar Ivanir no Viaduto de Madureira reafirma uma trajetória dedicada a dar voz a quem nem sempre pôde falar.
Emocionado, Ivanir agradeceu publicamente o carinho recebido e definiu a festa como um marco de afeto e de início de novo ciclo: “Recebi uma quantidade de amor como nunca havia visto... Agora começa um novo ciclo. É uma vida e ainda mais vontade de seguir construindo, sonhando e lutando.” O evento também exibiu faixas e mensagens de congratulações enviadas por lideranças, coletivos culturais, movimentos sociais e grupos religiosos, reforçando o caráter coletivo da homenagem e o papel do Viaduto de Madureira como espaço de difusão da cultura negra.
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