Em 15 de julho, a Prefeitura de Santos organizou uma visita guiada ao Quilombo do Pai Felipe como parte das atividades do Mês da Mulher Negra. A ação atraiu moradores interessados em resgatar a trajetória de um espaço que, no século XIX, serviu de refúgio para pessoas escravizadas em busca de liberdade.

Quilombo como refúgio e centro de resistência

Localizado na área hoje conhecida como Vila Mathias, ao sopé do Monte Serrat, o Quilombo do Pai Felipe foi apresentado durante o percurso como um importante núcleo de solidariedade e preservação cultural. O coordenador de Promoção da Igualdade Racial e Étnica (Copire), Ivo Miguel Evangelista, conduziu a visita e contextualizou o papel do quilombo no processo abolicionista da cidade.

Memória, identidade e reconhecimento

A atividade estimulou reflexão sobre a necessidade de preservar a memória da população negra e reconhecer sua contribuição para a formação da identidade santista. Moradores presentes, como Silmara Prado, ressaltaram que iniciativas desse tipo ajudam a impedir o apagamento histórico e a valorizar os ancestrais. Durante a visita foi feita ligação entre o Quilombo do Pai Felipe, o Quilombo do Jabaquara e referências abolicionistas citando nomes históricos que marcaram a luta pela liberdade.

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Programação municipal e acesso ao patrimônio

A visita integra a programação especial desenvolvida pela Prefeitura ao longo de julho, que reúne ações culturais, educativas e de valorização da cultura afro-brasileira. Segundo os organizadores, o objetivo é aproximar a população da história local, fortalecer o debate sobre igualdade racial e ampliar o acesso ao patrimônio que simboliza a resistência e a luta pela liberdade em Santos.

Ao retomar essas narrativas em campo, a iniciativa buscou combinar transmissão de informação histórica com estímulo à preservação e ao reconhecimento público das contribuições da população negra na construção da cidade.