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Nossa Força Além do Dia da Consciência Negra
Dom Filó, ativista do Movimento Negro e CEO da Cultne TV, reforça que a luta da população negra não cabe em um único dia no calendário. Novembro, mês da Consciência Negra, é uma chance de amplificar nossas vozes e trazer à tona a força e as dores que enfrentamos diariamente, para além das datas comemorativas.
Luta Diária e Marcas Históricas
A dor, a luta e a força da comunidade negra ultrapassam datas específicas. Zumbi dos Palmares, símbolo da resistência negra, transcende o tempo e representa a resistência contra a opressão e pela liberdade. Contudo, mesmo com símbolos fortes, as promessas de mudança continuam esbarrando na violência racial, que persiste de maneira alarmante.
No Brasil e nos Estados Unidos, casos emblemáticos como George Floyd e João Alberto Silveira Freitas são exemplos gritantes dessa realidade. Esses episódios evidenciam não apenas a violência física, mas também as disparidades gritantes em renda, emprego e acesso a cargos de liderança entre brancos e negros.
ESG, Equidade e Mudanças Necessárias
O investimento em diversidade e inclusão tornou-se vital para as empresas. A sigla ESG (Environmental, Social and Governance) está associada a retornos financeiros superiores e otimismo. Contudo, não basta prometer mudanças, é crucial a implementação de ações concretas.
Políticas que visam a equidade racial, o apoio a projetos culturais e ações de conscientização são fundamentais para uma mudança genuína e diária. Essas iniciativas devem ir além das promessas e datas comemorativas, tornando-se práticas constantes no ambiente corporativo e na sociedade em geral.
Valorizar a equidade dos direitos da população negra é entender que a pauta racial não se limita a um dia no calendário, mas é um compromisso diário. É necessário um esforço conjunto para investir em projetos que resgatem nossa cultura e identidade, promovendo uma sociedade mais justa e antirracista.
*Dom Filó é produtor cultural, cine-documentarista, CEO da Cultne TV, ativista do Movimento Negro e fundador do Cultne, instituto dedicado à memória da população negra, que reúne o maior acervo digital sobre a cultura negra da América Latina.
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