Fundação Palmares E Secult Bahia Alinham Estratégias Para A PNAB

Em Salvador, um encontro estratégico reuniu a Fundação Cultural Palmares e a Secretaria de Cultura da Bahia (Secult-BA) para discutir a execução da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) em todo o Brasil. O objetivo principal foi reforçar a necessidade de ampliar o alcance da política para todos os estados, promovendo a descentralização dos recursos e a valorização das expressões culturais negras, quilombolas e de matriz africana.

Participaram da reunião o presidente da Fundação Palmares, João Jorge Rodrigues, e o secretário de CULTURA da Bahia, Bruno Monteiro, além de outros diretores e assessores de ambas as instituições.

Bahia Se Destaca Como Exemplo Nacional Na Execução Da PNAB

Com um montante de R$ 71 milhões já investidos no estado, a aplicação da PNAB na Bahia tem se tornado uma referência para o país. De acordo com o texto, mais de 56% dos recursos foram direcionados para ações afirmativas, beneficiando diretamente povos de terreiro, comunidades quilombolas, mestres de capoeira e blocos afros. Bruno Monteiro ressaltou que a experiência baiana comprova a viabilidade de uma política cultural estruturante, focada na justiça racial e no reconhecimento das culturas de matriz africana, e defendeu que o modelo seja replicado em âmbito nacional.

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Para João Jorge Rodrigues, a PNAB representa uma política de reparação histórica, que apoia a capoeira como herança viva de resistência, fortalece mães e pais de santo como lideranças e garante o fomento contínuo a comunidades tradicionais. A reunião também abordou a necessidade de ocupar espaços institucionais subutilizados, como a proposta de transformar andares ociosos no prédio da Fundação Palmares no Pelourinho em centros de memória e formação cultural.

O encontro reafirmou que a PNAB é uma política de Estado para todos os estados brasileiros. Seu sucesso depende da colaboração entre União, governos estaduais e municipais, e do diálogo constante com as comunidades culturais e tradicionais. A Fundação Palmares, ao articular essa política, reforça seu papel de garantir que os recursos cheguem aos territórios historicamente marginalizados, construindo um Brasil que valoriza sua diversidade cultural por meio de compromisso, cooperação e reparação histórica.