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A paisagem urbana de Ipojuca/PE está mais alegre graças à arte de rua, ao ar livre, feita pelas mãos de artistas do próprio município e da Região Metropolitana do Recife (RMR). As cores e suas texturas, as letras e seus contornos, os tons, os efeitos e a coletividade unem-se para a transformação do primeiro megamural em Ipojuca, no bairro de Jagatá, reconhecida como uma comunidade de resistência. Realizada com a técnica do grafite, a obra artística autoral desenhada e pintada no muro de arrimo tem 1.300 m², levando a representatividade da história, do território e da identidade cultural local. Também é pertencimento, memória afetiva e de identificação das pessoas, com diversas referências de mundo e realidades sociais.
A pintura do megamural é assinada coletivamente. A ideia é pensada pelo grafiteiro, muralista e ilustrador pernambucano Marquinhos ATG, juntamente com Véio Art e Léo Gospel, ambos artistas da RMR, e representação e atuação dos artistas Deibson Pimentel, João Vitor, Rafael Ferreira e João Bosco, todos artistas de Ipojuca. A obra de arte urbana ipojucana, que ocupa um espaço público, contribui para a valorização do movimento hip hop e sua essência, isso porque o grafite é um dos quatro elementos dessa cultura.
“Deibson Pimentel, João Vitor, Rafael Ferreira e João Bosco representam a essência e o fortalecimento da arte urbana independente e autoral de Ipojuca, lembrando sempre que no município tem artistas do segmento muralista. O mais importante é que a realização é coletiva. Então, acreditamos que esse megamural entra para a história do município de Ipojuca, tanto pela dimensão quanto pelo que traz de arte enquanto poder de transformação, expressão, formação e futuro para a cultura local”, declara Marquinhos ATG.
Os artistas ipojucanos destacam os valores e significados da arte pública, de rua, sobretudo por envolver talentos, virtudes como a criatividade e o comprometimento e ideias coletivas que são compartilhadas e coloridas com tinta, pincel e as mãos. Todos eles também estão inseridos no muralismo, movimento artístico focado na pintura em painéis públicos e paredes de grande dimensão, a exemplo do megamural.
“O acontecimento reafirma que a arte vai muito além da estética e que a rua se mantém viva. Ela salva e transforma vidas, realizando sonhos. Vibro muito mais porque é uma realização no território e cidade onde nasci e fui criado. O que a gente valoriza é cada troca, cada aprendizado e cada traço nesse megamural, mostrando que a arte ocupa espaços públicos e ressignifica locais e diversos ambientes”, celebra Deibson Pimentel, artisticamente conhecido como Deivinho. Inclusive, Deivinho é representante do “Nostra Rua Real Hip Hop”, coletivo de arte e cultura de Ipojuca e municípios vizinhos.
Véio Art reforça a grandeza do feito artístico. “É essencial uma cidade, com a maioria da população sendo periférica, ganhar um painel artístico dessa magnitude. Acredito que é satisfatório para os moradores, as moradoras e para as pessoas que visitam ou que estão de passagem pélo local”, afirma Thiago Emmanuel, conhecido artisticamente como Véio Art.
Léo Gospel festeja toda a ideia coletiva. “Uma experiência cheia de aprendizados, trocas e crescimentos com artistas da produção de Jagatá. Além de transformar o espaço público, o grafite traz em conjunto novas vivências, fortalecendo principalmente os artistas locais que seguirão fazendo a diferença no território”, comenta.
Vale dizer que houve formações de portfólio, produção, planejamento e oficinas de grafite. Essas atividades artístico-culturais foram para artistas de Ipojuca, tendo como prática o contato direto com o megamural, desde a organização até a feitura. A pré-produção foi composta pelos encontros formativos, que também são espaços de troca de conhecimento, saber e convivência a partir de uma diversidade de vivências e perspectivas sociais.
“Criam-se oportunidades, além de ser uma preparação para novos projetos dentro do próprio município e para todo estado e mundo porque a arte é transformação social e o propósito educacional é o acesso à informação”, acrescenta Marquinhos.
A obra artística é realizada com o apoio da gestão de Ipojuca, na liderança do prefeito Carlos Santana. Para ele, o megamural é o compartilhamento da arte na vida das pessoas ipojucanas.
“Unir uma obra importante para a população com arte é algo possível, como mostra o megamural no bairro de Jagatá. É resultado e ao mesmo tempo o futuro de Ipojuca. Essa conexão entre artistas de Ipojuca e da Região Metropolitana do Recife é um fato que também é necessário sempre destacarmos”, diz Carlos Santana.
Ficha técnica
Artista idealizador: Marquinhos ATG
Artistas colaboradores: Véio Art e Léo Gospel
Artistas de Ipojuca/PE: Deibson Pimentel, João Vitor, Rafael Ferreira e João Bosco
Fotografias: Diogo Fernandes
Gestão de Ipojuca: Carlos Santana (prefeito), Lara Santana (secretária de projetos especiais), Danielle Oliveira (gestora), Lucas Ferreira (secretário de infraestrutura) e Raissa Andrada (fiscal).
Publicado por:
Daniel Lima
Comunicador social & jornalista. De Caruaru/PE, criado no Recife. Atua com assessoria de imprensa artístico-cultural e atualmente é assessor de imprensa/mídias sociais do Coco Raízes de Arcoverde/PE.
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