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A artista pernambucana Luana Tavares desdobra as suas músicas da carreira solo autoral com o lançamento do álbum visual “Outro Astral”, onde as três canções do EP são as próprias trilhas sonoras do audiovisual (assista). Ela traz narrativas de raça, gênero, ancestralidade e território, sobretudo por ser uma cantora e compositora da Zona da Mata Norte de Pernambuco, natural de Goiana. Inclusive, a gravação dos videoclipes foi realizada no município, com cenas em Carne de Vaca, no litoral norte do estado e divisa com a Paraíba/PB. No local, existe uma relação da natureza entre mar, rio, mangue e mata.
A pernambucana celebra também o protagonismo e a identidade das mulheres negras e pretas, a partir da atuação artística e suas funções como coreografia, direção de arte, figurino, trancista, costureiras, assistência de maquiagem, fotografia etc. Por meio da arte e da música, potencializa o empoderamento feminino com representatividade da cultura negra e sua coletividade. Além dos ritmos, o álbum visual reúne recursos de acessibilidade em Libras, Audiodescrição e Legenda para Surdos e Ensurdecidos (LSE), para as pessoas com deficiência auditiva e visual. A classificação indicativa é livre.
“É a força que vem de lá”, afirma Luana Tavares. Para ela, o lançamento é a reafirmação da vida. “Viver do que te mantém vivo é um desafio diário. Mas sei que cada passo dado é guiado também por uma ancestralidade que nunca teve oportunidade de caminhar. Eu sigo! De cabeça erguida. Grata por tanto”, agradece.
A dança das seis bailarinas pernambucanas Milla Andrade, Daranagô, Mariana Sophia, Patricia Fernandes, Rayane Mayara e Ruanna Oliveira está no conceito do álbum visual, com Anthony Leão como coordenador de coreografia. Vale destacar a diversidade de corpos, mentes, performances, conhecimentos, vivências, referências e criações das dançarinas. Entre os elementos dos clipes estão turbantes, coroa de flores, penteados afro (black power e tranças), além de acessórios, frutas como alimento, natureza, cenários e diversos componentes ancestrais.
No videoclipe “Orí”, a artista Poli, do Recife/PE, canta e performa juntamente com Luana, que também leva essa parceria na própria canção do EP, composto por três músicas. “Bem Me Quero” abre a sequência e “Eu Sou” conclui.
“A canção ‘Bem Me Quero’ traz versos de libertação e autoafeto. Já a música ‘Orí’ é em respeito ao destino, ao sagrado e à força do corpo como morada ancestral. Para concluir, ‘Eu Sou’ declara com firmeza a chegada em um novo estado de espírito, um novo astral, onde me reconheço como presença plena. Busquei me conectar com novos ritmos e traduzir esse meu outro lado, mais energético, pop, afro de uma maneira minha”, comenta a cantora.
Rafael Anaroli, do município de Condado (Zona da Mata Norte de Pernambuco), assina a direção e o roteiro do álbum visual “Outro Astral”, com produção executiva/direção de produção de Julianna Mota e assistência de direção de Filipe Marcena. Além disso, tem incentivo público, com o financiamento do edital da Lei Paulo Gustavo (LPG), por meio do Governo de Pernambuco, Fundarpe e Secretaria de Cultura (Secult-PE); e Ministério da Cultura e Governo Federal. A realização e a produção são conjuntas entre Luana Tavares, Boca da Mata Produções, Filmes da Mãe e Geladeira Produções.
“Quando eu vi Luana pela primeira vez, cantando samba em Condado, já senti que iríamos trabalhar juntas e assim foi feito. Foi um reencontro ancestral, e inclusive temos a Zona da Mata Norte como território de afeto, memória, luta, conquistas e reconhecimentos”, complementa Rafael Anaroli.
A equipe técnica também é composta por Raphael Malta Clasen (direção de fotografia); Ilton Ferreira (assistência de fotografia); Dulcilene Rodrigues (assistência de produção); Thiago Ferreira (platô); Kauany Silva (direção de arte e figurino); Danielle Canoeiro (co-direção de arte e figurino); Uri Jefferson (assistência de arte); Odara Passos e Sabrina Felix (costureiras); Andréa Afonso (caracterização); Syonara Azevedo (assistência de maquiagem); Monique Mirelle (trancista); Sandro Santos (coordenação de elétrica e maquinaria); Índio Freitas (assistência de elétrica e maquinária); Manu Leite (fotografia still); Enoki (motorista); Pina (montagem e correção de cor); e Daniel Lima (assessoria de imprensa).
"Outro Astral é um sonho e sou grata a cada pessoa que me ajudou a realizar. Acredito que é um portal que se abre porque é uma semente plantada e colhida com amor e brio. É uma flecha cheia de bem querer”, festeja Luana Tavares.
Vale lembrar que o EP é fruto da 1ª colocação conquistada no prêmio “Pré-AMP 2024”, pela Mostra AMP de Música. A produção musical de “Outro Astral” tem a assinatura de Lêdo Ivo Jr, com captação, masterização e mixagem realizadas por Marco Melo. Ambos são pernambucanos.
Conectada com o amor pela música, natureza e poesia, Luana Tavares tem conquistado espaço como voz feminina da cultura preta e do interior do estado, sendo protagonista. Além disso, torna-se consequentemente referência e inspiração para as novas vozes femininas negras e interioranas.
“Em ‘Outro Astral’ existe uma reconstrução pelo afeto, pela espiritualidade e pela palavra. Cada música foi escrita em um momento de reinvenção, para lembrar que nós, mulheres negras, somos e podemos ser, pois a força ancestral cura. ‘Outro Astral’ é sobre resistência e amor, mas também sobre leveza, sobre se permitir florescer”, acrescenta a compositora.
A artista Luana Tavares está nas plataformas digitais desde 2020, quando estreou com o clipe e música “Reconstruir”. Em 2022, lançou o álbum “Boca da Mata” (ao vivo), sendo o primeiro da própria discografia, com letras compostas por narrativas da ancestralidade e cultura negra. Também realizou a transmissão do “Boca da Mata”, disponível no YouTube, com gravação no Sesc Ler Goiana. No ano de 2023, mais duas canções foram lançadas: “Outro Astral”, com participação da cantora Surama Ramos, de Jaboatão dos Guararapes/PE, e “Feminina Deusa”. Já em 2024, veio a música “Flecha Negra”. No ano passado, chegou “Outro Astral”, EP de estreia da carreira solo.
Álbum visual “Outro Astral” (minutagem: 10 minutos e 40 segundos; classificação indicativa: livre) - ficha técnica
Realização e produção: Luana Tavares, Boca da Mata Produções, Filmes da Mãe e Geladeira Produções
Roteiro e direção: Rafael Anaroli
Produção executiva e direção de produção: Julianna Mota
Assistência de direção: Filipe Marcena
Cantora convidada: Poli
Direção de fotografia: Raphael Malta Clasen
Assistência de fotografia: Ilton Ferreira
Assistência de produção: Dulcilene Rodrigues
Platô: Thiago Ferreira
Direção de arte e figurino: Kauany Silva
Co-direção de arte e figurino: Danielle Canoeiro
Assistência de arte: Uri Jefferson
Costureiras: Odara Passos e Sabrina Felix
Caracterização: Andréa Afonso
Assistência de maquiagem: Syonara Azevedo
Trancista: Monique Mirelle
Coordenação de elétrica e maquinaria: Sandro Santos
Assistência de elétrica e maquinária: Índio Freitas
Fotografia still: Manu Leite
Motorista: Enoki
Montagem e correção de cor: Pina
Coordenação de coreografia: Anthony Leão
Bailarinas: Milla Andrade, Daranagô, Mariana Sophia, Patricia Fernandes, Rayane Mayara, Ruanna Oliveira
Local: Carne de Vaca (Goiana/PE - Zona da Mata Norte)
Recursos de acessibilidade: Libras, Audiodescrição e Legenda para Surdos e Ensurdecidos (LSE)
Músicas: “Bem Me Quero”; “Orí”; “Eu Sou”
Incentivo público: financiamento do edital da Lei Paulo Gustavo (LPG), por meio do Governo de Pernambuco, Fundarpe e Secretaria de Cultura (Secult-PE); e Ministério da Cultura e Governo Federal
Agradecimentos: Bar do Sérgio, Dona Jarlita e Vaqueiro
Apoios: Acria, Hotel Abba Goiana, Nove Filmes, Tintas MegaÓ e Virtual Estúdio
Publicado por:
Daniel Lima
Comunicador social & jornalista. De Caruaru/PE, criado no Recife. Atua com assessoria de imprensa artístico-cultural e atualmente é assessor de imprensa/mídias sociais do Coco Raízes de Arcoverde/PE.
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