No Museu da República, localizado no Catete, uma equipe de pesquisadores está empenhada em um trabalho fascinante. A cada instante, novas descobertas animam o grupo enquanto exploram antigos jornais. Em meio a esse processo, uma fotografia chamou a atenção de Emanuelle Rosa, uma das pesquisadoras: "Olha ali, Edu; não parece aquela flecha que temos no acervo?!", aponta ela. Ao lado do historiador Eduardo Possidonio, eles investigam a origem de 519 peças de religiões de matriz africana que foram apreendidas pela Polícia Civil entre 1890 e 1940 e que, atualmente, estão sob a guarda do museu. Esse minucioso trabalho é parte da preparação para a exposição "Nosso Sagrado", que será aberta ao público a partir de setembro.

No desenvolvimento dessa pesquisa, são utilizadas fontes como inquéritos, processos judiciais, jornais da época e relatos de história oral. O objetivo é documentar o acervo, revelando os nomes, datas, origens e significados das peças. Uma das descobertas mais surpreendentes até o momento é a possível conexão entre uma flecha presente no acervo e uma fotografia de apreensão de 1941. Emanuelle e Eduardo estão analisando a flecha em questão e a comparando com a imagem do jornal para confirmar essa hipótese. Além disso, eles planejam buscar outras fotos da mesma apreensão para obter uma visualização mais clara. O trabalho minucioso desses pesquisadores revela histórias ocultas por trás desses artefatos religiosos, proporcionando um olhar mais profundo sobre a cultura afro-brasileira.

 

Publicidade

Leia Também: