E acreditamos que o fará, levando em consideração o compromisso com o combate ao racismo e com a promoção da equidade;  e também o compromisso com a maioria da população brasileira que foi decisiva na sua eleição.

Em 2022 derrotamos um projeto de poder fascista, com a eleição do Presidente Lula. Essa vitória renovou as nossas inspirações e esperanças na possibilidade de avançar para “um desenvolvimento sustentável que permita radicalizar a democracia com equidade de gênero, equidade de raça e justiça social”, como disse Sueli Carneiro na posse do Conselhão.

Nessa perspectiva, é urgente e necessário avançar na representatividade também no judiciário, levando para a suprema corte juristas negrxs, cujas perspectivas, conhecimento e competências, deverão enriquecer o debate jurídico e contribuir para a abrangência interpretativa do pacto nacional estabelecido na Constituição de 1988. 

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O STF foi criado em 1891, e ao longo da sua história jamais teve uma mulher negra em sua composição, e só teve entre seus quadros três homens negros. 

Vamos conversar sobre esta questão com a Procuradora DORA BERTÚLIO e com o Professor SAMUEL VIDA. 

Mini bios:

SAMUEL VIDA: Ogan de Xangô do Terreiro do Cobre, advogado, professor da Faculdade de Direito da UFBA, coordenador do Programa Direito e Relações Raciais, mestre em Direito, Estado e Constituição  - UnB, doutorando em Direito, Estado e Constituição - UnB. Como pesquisador e consultor jurídico atua nas áreas de Segurança Pública, Racismo e Democracia; Políticas de Ações Afirmativas nas Universidades e no Serviço Público; Combate ao Genocídio Negro; Direito à Liberdade Religiosa; Constitucionalismo Negro. Coordena a organização negra AGANJU - Afro Gabinete de Articulação Institucional e Jurídica e integra o Coletivo de Advocacia Negra Esperança Garcia - Luiz Gama.

DORA LÚCIA DE LIMA BERTULIO: Procuradora Federal em exercício na Universidade Federal do Paraná - Mestre em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina – Pesquisadora visitante em Harvard School of Law - Estudos e Pesquisa em Direito e Relações Raciais, Direitos Humanos, Direito Constitucional e Ações Afirmativas -Ativista na Defesa da igualdade Racial e na Superação do Racismo.

Mediação: SILVANY EUCLÊNIO