Luana Génot é uma mulher inspiradora que está deixando sua marca no mundo. Como executiva, escritora, publicitária e fundadora do Instituto Identidades do Brasil (ID_BR), ela tem se dedicado a dar voz e criar espaços de liderança para grupos marginalizados no mercado de trabalho. Em entrevista à Harper's Bazaar, Luana compartilha como suas atitudes e palavras sensatas são influenciadas pelas matriarcas de sua família, que a ensinaram a não se calar diante das injustiças.

Desde a infância, Luana foi ensinada a enfrentar o racismo de frente. Sua mãe, mesmo não sendo uma militante tradicional, sempre soube nomear o que era errado e defendeu sua filha em situações de discriminação. Em um episódio marcante na escola, aos 9 anos, Luana enfrentou o preconceito e a diretora da escola minimizou o ocorrido, considerando-o apenas uma brincadeira. Diante da falta de ação contra o racismo estrutural, sua mãe decidiu mudá-la de escola, mostrando a importância de não se conformar com as situações injustas.

Ao longo de sua vida, Luana superou diversos desafios. Mesmo sendo admirada por sua beleza "diferente" e "exótica", ela sentia falta de ouvir elogios sinceros em relação à sua aparência. A pressão para se encaixar em estereótipos, como jogadora de vôlei, sambista ou modelo, era constante. No entanto, Luana decidiu trilhar seu próprio caminho e encontrou na moda uma porta de entrada para o universo da liderança.

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Após uma temporada nas passarelas internacionais, Luana percebeu que a exclusão que vivenciava no mercado de trabalho não se restringia apenas à moda. Essa percepção a motivou a fundar o Instituto Identidades do Brasil (ID_BR) e escrever seu livro "Sim à Igualdade Racial: Raça e Mercado de Trabalho". Hoje, Luana se dedica a promover a igualdade, proporcionar oportunidades e impulsionar medidas afirmativas para as populações negras, indígenas e marginalizadas.

Adaptação: Thays Andrade e Foto: Reprodução. 

FONTE/CRÉDITOS: Harpers Bazaar